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2008/10/30 O Novo Testamento Judaico - Restaurando a judaicidade do Novo TestamentoPor que o Novo Testamento judaico? Por que a versão do Novo Testamento difere das demais? Porque o Novo Testamento Judaico deixa transparecer sua judaicidade originária e essencial. Todas as outras versões do Novo Testamento em português - há literalmente dezenas - apresentam sua mensagem na abordagem lingüística, cultural e teológica dos não-judeus cristãos. O que há de errado com isso? Nada! Ainda que o Evangelho seja de origem judaica, ele não existe só para os judeus, mas também para os não -judeus. O próprio Novo Testamento deixa isso muito claro; portanto, é apropriado que sua mensagem seja comunicada aos não-judeus para lhes impor o mínimo possível de outra bagagem cultural. Esta abordagem tem sido bem -sucedida: milhões de não-judeus depositaram sua confiança no Deus de Avraham, Yitz'chak e Ya'akov e no Messias judeu, Yeshua. O Novo Testamento é um livro judaico. Entretanto, chegou o tempo de restaurar a judaicidade do Novo Testamento. Pois o Novo Testamento é de fato um livro judaico - escrito por judeus, que trata majoritariamente de judeus e que tem por público-alvo judeus e não-judeus. É correto adaptar um livro judeu para a melhor apreciação dos não-judeus, mas não ao preço de suprimir sua judaicidade intríseca. O Novo Testamento Judaico evidencia suas características judaicas já no título, da mesma forma que o nome "Judeus por Jesus" une duas idéias consideradas incompatíveis e completamente dissociadas por algumas pessoas. Entretanto, essa separação não pode existir. A figura central do Novo Testamento, Yeshua, o Messias, era um judeu nascido de judeus em Beit-Lechem, cresceu entre os judeus em Natzeret, ministrou aos judeus na Galil, morreu e ressuscitou na capital judia, Yerushalayim - tudo isso em Eretz-Yisra'el, a terra dada por Deus ao povo judeu. Além disso, Yeshua ainda é judeu, porque ainda está vivo, e em nenhum lugar a Escritura afirma ou sugere que ele tenha cessado de ser judeu. Seus 12 seguidores mais íntimos eram judeus. Durante anos, todos os seus talmidim eram judeus, alcançando o número de "dezenas de milhares" só em Yerushalayim. O Novo Testamento foi escrito inteiramente por judeus (Lucas era, ao que tudo indica, um prosélito do judaísmo); e sua mensagem é dirigida "especialmente ao judeu, mas também ao não-judeu". Os judeus levaram o evangelho aos não-judeus, e não o inverso. Sha'ul, o principal emissário aos não-judeus, foi durante toda a sua vida um judeu praticantae, como evidencia o livro de Atos. De fato, a principal questão no início da comunidade messiânica ("igreja") não era se um judeu poderia crer em Yeshua, mas se um não-judeu poderia se tornar cristão sem se converter ao judaísmo. A expiação vicária do Messias tem sua raíz no sistema sacrificial judaico. A ceia do Senhor originas-se da Páscoa judaica. A imersão ("batismo") é uma prática judaica. Yeshua disse: "A salvação vem dos judeus". A própria Nova Aliança foi prometida pelo profeta judeu Jeremias. O próprio conceito do Messias é exclusivamente judaico. A bem da verdade, o Novo Testamento completa o Tanakh, as Escrituras hebraicas outorgadas por Deus ao povo judeu; de forma que o Novo Testamento sem o Antigo é tão impossível quanto o segundo pavimento de uma casa sem o primeiro, e o Antigo sem o Novo é como uma casa sem teto. Além do mais, muito do que está escrito no Novo Testamento é incompreensível à parte do contexto judaico. Eis aqui um exemplo, extraído de muitos outros.Yeshua disse leteralmente no Sermão do Monte: "Se o seu olho for mau, todo o seu corpo estará em trevas". O que é um "olho mau"? Alguém que desconheça o pano de fundo judaico poderia supor que Yeshua estivesse falando sobre algum tipo de encantamento. Todavia, em hebraico, possuir um 'ayin ra'ah, "olho mau", significa ser sovina; ao passo que ter um 'ayin tovah, "olho bom", equivale a ser generoso. Yeshua está simplesmente incentivando a generosidade e desestimulando a avareza. Esse entendimento combina muito bem com os versículos do contexto: "Onde estiver seu tesouro, aí também estará seu coração [...] você não pode ser escravo de Deus e do dinheiro". Contudo, a melhor demonstração do caráter judaico do Novo Testamento é também a prova mais convincente de sua veracidade, ou seja, o número de profecias do Tanakh - todas muitos séculos mais velhas que os acontecimentos de Natzeret. A probalibidade de que qualquer pessoa pudesse se encaixar em dezenas de condições proféticas por mero acaso é infinitesimal. Nenhum candidato farsante ao messiado, como Shim'on Bar-Kokhva ou Shabatai Tzvi, cumpriu mais do que umas poucas. Yeshua cumpriu as profecias referentes à sua primeira vinda; a seção 7 mais adiante alista 52. As restantes serão cumpridas quando ele retornar em glória. Dessa forma, o Novo Testamento Judaico considera normal pensar no Novo Testamento como algo judeu. Há trés áreas adicionais nas quais o Novo Testamento Judaico pode ajudar em relação a tkkun-ha'olam ("conserto do mundo"): o anti-semitismo cristão, a recusa judaica de receber o evangelho e a separação entre a igreja e o povo judeu. O anti-semitismo cristão. Inicialmente, um círculo vicioso de anti-semitismo cristão se alimenta do Novo Testamento. O Novo Testamento não contém nenhuma forma de anti-semitismo, mas, desde os primeiros dias da igreja, os promotores desse conceito têm distorcido o Novo Testamento para justificar-se e se infiltrar na teologia cristã. Alguns tradutores do Novo Testamento, ainda que não tenham sido anti-semitas, absorveram a teologia anti-semita e produziram traduções antijudaicas. Os leitores dessas traduções acabaram assumindo posturas anti-semitas e hostis ao judaísmo. Alguns desses leitores se tornaram teólogos que refinaram e desenvolveram o caráter anti-semita da teologia cristã (eles poderiam até mesmo não ter consciência desse sentimento); ainda outros se tornaram ativistas em prol do anti-semitismo e perseguiram os judeus, pensando agradar a Deus enquanto procediam assim. Esse círculo vicioso precisa ser quebrado. O Novo Testamento Judaico é uma tentativa de remover erros teológicos anti-semitas multisseculares e destacar positivamente sua judaicidade. A desconfiança judaica em relação ao evangelho. Em segundo lugar, apesar de mais de 100 mil judeus messiânicos habitarem em países de língua inglesa, é óbvio que a maior parte do povo judeu não aceita Yeshua como Messias. Ainda que as razões possam incluir a perseguição cristã aos judeus, as cosmovisões seculares que cedem pouco espaço para Deus ou um messias, e a recusa de se arrepender dos pecados, o motivo principal é o sentimento de que o evangelho lhes é irrevelante. Esse sentimento origina-se parcialmente do modo pelo qual o cristianismo representa a si mesmo, mas também da alienação induzida pela maior parte das versões do Novo Testamento. Com a ornamentação cultural cristã gentílica e suas justificativas teológicas antijudaicas, levaram muitos judeus a pensar que o Novo Testamento se tratava de um livro não-judeu sobre uma divindade dos não-judeus. O Jesus apresentado por eles diz pouco a respeito da vida judaica. Torna-se difícil para o judeu experimentar Yeshua, o Messias, como ele realmente é - amigo de todo judeu. Ainda que o Novo Testamento Judaico não consiga eliminar todas as barreiras entre os judeus e a confiança no seu Messias, ele remove alguns obstáculos lingüísticos, culturais e teológicos. O judeu que ler o Novo Testamento Judaico poderá experimentar Yeshua como o Messias prometido pelo Tanakh ao povo judeu; poderá perceber que o Novo Testamento é tão importante para os judeus quanto para os não-judeus; e será confrontado com a mensagem integral da Bíblia, os dois Testamentos juntos, como verdadeiros, importantes e dignos de aceitação, a chave para a salvação pessoal e de seu povo. A separação entre a comunidade messiânica e o povo judeu. Em último lugar, séculos de rejeição judaica de Yeshua e de refeição cristão em relação aos judeus produziram a situação na qual nos encontramos: cristianismo é cristianismo, e judaísmo é judaísmo, e os dois jamais se encontrarão. Além disso, muitos judeus e cristãos estão satisfeitos com essa situação. Entretanto, não é da vontade divina a existência separada de dois povos de Deus. Os cristãos não-judeus que reconhecem sua união a Ysra'el, e não sua substituição, e os judeus messiânicos plenamente identificados com o povo e o Messias judeu, Yeshua, devem trabalhar conjuntamente para reunificar o grande cisma da história mundial, a divisão existente entre a igreja e o povo judeu. O Novo Testamento Judaico tem um papel a desempenhar na grande tarefa de reunir os dois grupos, a fim de preservar a identidade judaica na comunidade messiânica, na qual judeus e não-judeus honram a Deus e seu Messias de acordeo com o Tanakh e o Novo Testamento. David H. Stern, O Novo Testamento Judaico, São Paulo, Editora Vida, 2007. 2008/10/26 Se o livro de sua vida fosse fechado hoje, o que lhe caberia? Um relato verídico vivido pelo pastor africano Daniel Ekechukwu que brigou com sua esposa, não a perdoou, e ao sair com seu carro sofre um acidente e morre. A certidão de óbito é emitida, seu corpo vai para o necrotério, tudo fica pronto para seu enterro. Mas sua esposa não aceita, leva seu corpo para uma igreja para haver intercesão do povo de Deus para que o dono da vida traga Daniel de volta. Enquanto isso, Daniel, as portas do paraíso, é levado por um anjo para conhecer o céu e o inferno. Durante a visão terrível do fogo inestinguível e gente gemendo, Daniel se depara com seu próprio julgamento. Este é um compacto do filme americano chamado “O Fenômeno Lázaro”. Versão em português. Assista e reflita! Erlete Martins O Preparo da Igreja para a Volta de Jesus (Yeshua) O Senhor Jesus voltará para encontrar-se com uma Igreja que vive como um Corpo, guiada pelo Cabeça, o Senhor Jesus Cristo, por meio do Espírito Santo - A IGREJA FIEL, invisível!. Saiba mais. E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem. (Mt. 24: 37 - 39) "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca." (Mt. 26: 41, Mc. 14: 38) "Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor;..." (Hb. 12: 14) "Se me amais, guardai os meus mandamentos." (João 14: 15) "...uma obra...". Nem duas, nem três. Inacreditável! Projeto de D'us. 2008/10/22 Teologia da SubstituiçãoO que é a teologia da substituição?
A Teologia da Substituição é um enfoque sistemático enganoso da Bíblia, que não apenas tem desviado milhões de cristãos ao longo dos anos, mas tem também originado o mal nas mais terríveis proporções. Essa teologia teve sua participação na perseguição aos Judeus pela Igreja através dos séculos, incluindo o Holocausto, e foi também o pensamento teológico que pairava por trás do pesadelo do apartheid. A) - O método de interpretação alegórico: a Teologia da Substituição efetivamente mina a autoridade da Palavra de D'us pelo fato de que ela repousa sobre o método alegórico de interpretação. Isto é, o leitor da Palavra de D'us decide espiritualizar o texto mesmo que o seu contexto seja literal. Isto efetivamente rouba a Palavra de D'us de sua própria autoridade e o significado do texto fica inteiramente dependente do leitor. A Palavra de D'us pode assim ser manipulada para dizer qualquer coisa! Assim, a Teologia da Substituição apoia-se na falsa base da interpretação bíblica. 1) - Ela declara a estratégia de alcançar o mundo através da nação de Israel. É importante que notemos aqui que se um elemento da aliança falhar então todos os elementos também falharão. Assim, se as promessas de D'us para Israel já tiverem falhado, então igualmente devem ter falhado as promessas dEle de abençoar o mundo. Se o destino nacional de Israel foi perdido através de sua desobediência, então a Igreja também está arruinada! A desobediência da Igreja tem sido tão grande quanto a de Israel nos últimos 2000 anos. Ninguém pode negar isto! Paulo enfatiza este mesmo ponto quando ele escreve: "E digo isto: Uma aliança já anteriormente confirmada por D'us, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a pode ab-rogar, de forma que venha a desfazer a promessa. Porque, se a herança provém de lei, já não decorre de promessa; mas foi pela promessa que D'us a concedeu gratuitamente a Abraão." (Gál 3:17-18).2) - Ela lega uma terra como uma possessão eterna à Israel. 3) - Ela promete abençoar aqueles que abençoarem a Israel, e amaldiçoar aqueles que a amaldiçoarem. De acordo com os teólogos da substituição, esta aliança foi anulada. Somente uma compreensão inadequada e superficial da aliança pode levar à tal conclusão enganosa. As promessas à Israel nacional são constantemente reafirmadas pelos profetas. Desta forma, Ele enfatiza a natureza de seu caráter e confirma a aliança abraâmica. Um exemplo disto é Jeremias 31:35-37: "Assim diz o Senhor, que dá o sol para a luz do dia, e as leis fixas à lua e às estrelas para a luz da noite, que agita o mar e faz bramir as suas ondas; o SENHOR dos Exércitos é o seu nome. Se falharem estas leis fixas diante de mim, diz o SENHOR, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre. Assim diz o SENHOR: Se puderem ser medidos os céus lá em cima, e sondados os fundamentos da terra cá em baixo, também eu rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o SENHOR." Assim, novamente, o fato de que o sol, a lua e as estrelas ainda estejam conosco confirma a contínua validade da aliança abraâmica e, como resultado, o destino nacional de Israel. Para que a teologia da substituição seja válida, o sol e a lua devem também ser apagados. A teologia da substituição zomba do caráter de D'us pois ela repousa sobre a premissa de que se você falhar com D'us de qualquer maneira, Ele irá te descartar... mesmo que inicialmente Ele tenha te asseverado que a Sua aliança com você é eterna. Isto soa como uma resposta tipicamente humana e não como a do D'us da Bíblia. Que nós tenhamos forte encorajamento De acordo com o leitor do livro de Hebreus, sabemos que Deus será fiel conosco, porque apesar da desobediência de Israel, Ele manteve fidelidade para com ela. Falando da aliança abraâmica ele diz: "Por isso D'us, quando quis mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu propósito, se interpôs com juramento, para que, mediante duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que D'us minta, forte alento tenhamos nós que já corremos para o refúgio, a fim de lançar mão da esperança proposta; a qual temos por âncora da alma, segura e firme, e que penetra além do véu, aonde Jesus, como precursor, encontrou por nós, tendo-se tornado sumo sacerdote para sempre. segundo a ordem de Melquisedeque." (Hb 6:17-20). Note novamente que podemos saber que D'us é fiel pelo fato de Ele ter sido fiel para com Israel em tudo que Ele lhe prometeu. De fato, esta é a âncora de nossa alma. 1) - D'us não abandonou a nação ou o povo de Israel. 2) - Canaã é a terra de Israel até o dia de hoje. 3) - A Igreja não substituiu a Israel, mas a aumentou. " E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles, e feito participante da raiz e da seiva da oliveira, Não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti. - RM 11:18 4) - A restauração moderna de Israel é evidência da fidelidade de Deus às Suas promessas e é também um forte encorajamento à Igreja. 5) - A restauração de Israel culminará no governo vindouro do Messias. Portanto, a Igreja no mundo é capaz de preparar-se e de abençoar a Israel tanto quanto ela puder. 6) - A restauração de Israel à sua terra natal é o primeiro passo em direção à redenção de Israel. Para terminar, seria bom que notássemos uma citação do Bispo de Liverpool, o Rev. J.D. Ryle: "Eu aviso que, a menos que vocês interpretem a porção profética do Velho Testamento com um significado literal simples de suas palavras, vocês não acharão ser algo fácil manter uma discussão com um judeu. Você se atreverá a dizer a ele que Sião, Jerusalém, Jacó, Judá, Efraim e Israel não significam o que eles parecem significar, mas significam a Igreja de Cristo?" Baruch Há Shem! Bendito seja o Nome!
Deus Não muda a Sua Escolhapor Edward KesslerNos últimas semanas passadas, um antigo problema está gerando uma nova controvérsia nas relações cristãs-judaicas: a doutrina da teologia de substituição. Esta é o ensino de que, desde a época de Jesus, os judeus têm sido substituídos pelos cristãos no favor de Deus, e de que as promissões de Deus aos judeus têm sido herdadas pelos cristãos. A colunista judaica Melanie Phillips sugeriu que a teologia de substituição, bem como o anti-semitismo, jaz por trás da crítica de Israel. Na semana passada, o Rábi Chefe Jonathan Sacks apontou a crescimento no anti-semitismo no Reino Unido. Referência à teologia de substituição chegou a ser proeminente por duas razões: primeiro, o colapso do processo de paz israelense-palestinense, a corrente intifada alarmando os judeus, cristãos e moslins e aumentando muito as suas sensibilidades. Segundo, o 11 de setembro e as suas conseqüências resultaram numa maior consciência do encontro com o Islame e as significantes diferenças entre as três fés abraâmidas. Um dos vivamente debatidos tópicos no encontro entre as fés abraâmidas é a teologia de substituição, porque alguns teólogos moslins argúem que o Islame substitui a Cristandade (bem como o Judaísmo). Se a Cristandade substituir o Judaísmo, assim anda o argumento, o Islame poderá substituir a Cristandade. Mas a Cristandade ensina a substituição do Judaísmo? Se examinarmos os escritos dos Padres da Igreja, a única resposta possível é que sim. Os Padres argüíam que, porque os judeus rejeitaram Jesus, foram punidos por ter o seu Templo destruído e por ser exilados do país de Israel. Os cristãos permitiam aos judeus sobreviverem num estado empobrecido, assim que a sua posição submissa pudesse testemunhar a verdade da Cristandade. Como resultado, o desprezo pelo Judaísmo chegou a ser central para o ensino cristão e do desenvolvimento da identidade cristã. Felizmente - para tanto os judeus como os cristãos - há agora um novo despertar da judaicidade da Cristandade, e um reconhecimento de que a formação da identidade cristã depende dum relacionamento positivo com o Judaísmo. Essa não é uma nova aproximação, mas sim descoberta duma antiga doutrina expressa por Paulo. Na sua carta aos romanos (especialmente nos capítulos 9-11), Paulo discute a validade contínua da aliança de Deus com o seu povo judaico. Se a Igreja, como o novo Israel, substituiu o Antigo Israel como a herdeira da promissão, Deus, falta na sua palavra? Se Deus fez isso a respeito dos judeus, qual garantia haverá para as Igrejas que faça isso outra vez, desta vez a respeito dos cristãos? Poder-se-ia argüir contra Paulo dizendo que, se os judeus não se mantinham fiéis com Deus, então Deus tinha o perfeito direito de jogá-los fora. É interessante que os cristãos que argúem desse modo, muitas vezes não tiravam a mesma dedução sobre a fidelidade cristã, esta que não era caraterística notável dos dois milênios passados. Realmente, Deus parece ter havido uma capacidade notável de manter fidelidade tanto com os cristãos como com os judeus, quando não se mantinham fiéis com Ele, ponto do qual Paulo está profundamente consciente na Romanos 9-11. Ele sai fora do seu caminho para negar reivindicações de que Deus rejeitou o seu povo escolhido, afirmando que o seu tropeçar não leva a sua caída. Na visão de Paulo, era impossível para Deus eleger o povo judaico deslocando-o depois. No seu pensar, o endurecer tomava lugar, assim que os gentílicos recebessem a oportunidade para juntar-se ao povo de Deus. A eleição da Igreja, portanto, deriva-se daquela de Israel, mas isso não implica que a aliança de Deus com Israel seja quebrada. Antes, permanece inquebrada - irrevogável. Paulo também oferece advertência de que os cristãos gentílicos não devam ser jactanciosos referente aos judeus não-crentes, muito menos engajar-se na perseguição dos mesmos. Os cristãos usavam as críticas de Paulo contra os judeus, esquecendo o seu amor por eles e pelas tradições deles. O papa diz que “a aliança permanece com os judeus” (Carta de Páscoa, 1986) e a Conferência de Lambeth “rejeita qualquer visão do Judaísmo que o veja como simplesmente substituído pela Cristandade” (Resoluções, 1988). No entanto, o problema é que essas visões não representam o entendimento do venerador ordinário do relacionamento entre a Cristandade e o Judaísmo. A evidência anedótica das paróquias sugere que a teologia de substituição está amplamente aceita, embora de modo antes confuso do que anti-semítico. O que se precisa para o ensino cristão sobre o Judaísmo é infiltrar-se através do banco da igreja. O ensino cristão hoje reflete respeito referente ao Judaísmo, respeito esse que teria sido impensável até faz algumas décadas. A maioria das Igrejas estão cometidas para a luta contra o anti-semitismo e para rejeitar a teologia de substituição. Talvez o mais importante de tudo é a necessidade de aprender mais sobre o relacionamento judaico-cristão. É uma das poucas peças de boas notícias que possam ser relatadas no mundo de hoje. É, portanto, encourajador que haja um número de organizações dedicadas a melhorar o entendimento entre as fés. Essas incluem [no Reino Unido] o Conselho de Cristãos e Judeus, o Foro das Três Fés (Judaísmo, Cristandade e Islame), bem como a Inter Faith Network. É também bom ver um crescimento do número das pessoas de caminhadas diferentes de vida, inclusive clero e professores, que estudam aqui no Centro para Relações Judaicas-Cristãs. Muitos compartilham o seu novo conhecimento com as suas paróquias. Por exemplo, um dos nossos estudantes criou recentemente uma exibição que mostra aos cristãos o que a Toráh significa para os judeus. Com a ajuda de várias Igrejas, inclusive a Igreja da Inglaterra, bem como a comunidade judaica, criamos cursos de dez semanas para o clero e para leigos, exigindo só três ou quatro horas de estudo por semana. Essas são todas tentativas para garantir que os cristãos e judeus ordinários estejam conscientes da transformação nas relações nos anos recentes e, nas palavras da Conferência de Lambeth de 1988, que os judeus e os cristãos compartilhem em “uma missão comum no mundo para que o nome de Deus seja honrado”. O Dr. Edward Kessler é Diretor do Centro para Relações Judaicas-Cristãs em Cambridge, Inglaterra. Esse ensaio apareceu primeiro no Church Times (Londres), 8 de março de 2002. Tradução: Pedro von Werden SJ Fonte: http://www.jcrelations.net/pt/?item=1262 Olhe p'ro céu! Enquanto houver Sol, Lua, estrelas e os astros exercerem a sua rotina celeste, Israel existirá.
Jeremias 31:35-37: "Assim diz o Senhor, que dá o sol para a luz do dia, e as leis fixas à lua e às estrelas para a luz da noite, que agita o mar e faz bramir as suas ondas; o SENHOR dos Exércitos é o seu nome. Se falharem estas leis fixas diante de mim, diz o SENHOR, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre. Assim diz o SENHOR: Se puderem ser medidos os céus lá em cima, e sondados os fundamentos da terra cá em baixo, também eu rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o SENHOR." Israel nunca deixará de existir!Olhe p'ro céu! Enquanto houver Sol, Lua, estrelas e os astros
exercerem a sua rotina celeste, Israel existirá.
Jeremias 31:35-37: "Assim diz o Senhor, que dá o sol para a luz do dia, e as leis
fixas à lua e às estrelas para a luz da noite, que agita o mar e faz bramir as
suas ondas; o SENHOR dos Exércitos é o seu nome. Se falharem estas leis fixas
diante de mim, diz o SENHOR, deixará também a descendência de Israel de ser uma
nação diante de mim para sempre. Assim diz o SENHOR: Se puderem ser medidos os
céus lá em cima, e sondados os fundamentos da terra cá em baixo, também eu
rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o
SENHOR." 2008/10/19 Swat teria atirado em seqüestrador, diz especialista em negociaçõesBrasileiro instrutor do grupo de elite da polícia americana aponta erros. Para ele, volta da refém ao cativeiro foi 'maior absurdo dos absurdos'.Do G1, com informações do Fantástico O brasileiro Marcos do Val é considerado um dos maiores especialistas em negociações. Há nove anos trabalha como instrutor em Dallas da Swat, o grupo de elite da polícia americana preparado para enfrentar situações de emergência. Ele corre o mundo ensinando técnicas de invasão e combate: já treinou seguranças do Papa, no Vaticano, e militares que lutaram na guerra do Afeganistão. A convite do Fantástico, o especialista assistiu aos principais momentos do cerco em Santo André e apontou falhas na operação. Entre elas, o fato de a polícia não ter atirado no seqüestrador Lindemberg Alves, de 22 anos, e de ter permitido a volta da estudante Nayara Silva, de 15, ao cativeiro. Corpo inclinado Na quarta-feira (15), diz Val, a polícia perdeu uma chance de terminar o seqüestro no momento em que a jovem Eloá Cristina Pimentel, 15 anos, lançou uma corda improvisada e recolheu o almoço. Seu corpo ficou inclinado para fora da janela e Lindemberg apareceu atrás da ex-namorada. "Essa é uma oportunidade que a SWAT usaria como vantagem", afirma. saiba maisPara o especialista, havia duas possibilidades de ação. A primeira: atiradores de elite poderiam atingir Lindemberg, uma estratégia que foi descartada pela polícia. "Por se tratar de um jovem, com uma decepção amorosa, a nossa opção era esgotar todas os meios de negociação e tentar cansá-lo", explicou em uma entrevista o comandante do Gate, coronel Eduardo Félix. ‘Maior absurdo’ Na quinta-feira (16), Nayara voltou ao apartamento. "Isso é o maior absurdo dos absurdos. Em nenhum lugar do mundo já existiu uma situação dessas", critica Marcos. Invasão Val considera que os policiais usaram uma carga excessiva de explosivo na sexta-feira (17), dia da invasão. Além disso, não contaram com a possibilidade de haver obstáculos atrás da porta. Isso atrasou a entrada da equipe. "Deu tempo para o seqüestrador pegar a arma, fazer o disparo para onde ele quisesse." Socorro Marcos também viu falhas graves no socorro às vítimas. O médico, sozinho, lutou para atravessar o tumulto. Os policiais pisaram no pescoço de Lindemberg. O caminho deveria estar livre para a equipe de paramédicos, com macas. Eloá foi carregada no colo por um policial, um procedimento incorreto. E o pior: a cabeça ferida da jovem esbarrou no corpo do médico. O jaleco dele ficou manchado de sangue. Depois que o médico percebeu, voltou, então, para socorrê-la. Uma série de erros que conduziram a um desfecho trágico. 2008/10/17 Por que os judeus são perseguidos?Vivemos o Tempo do Fim? Jerusalém Pedra Pesada. O tempo dos gentios está acabando.
«O seu sangue caia sobre nós…»
Por volta do ano 30, quando chegou às portas de Jerusalém para aquela que seria a sua última visita à cidade de Daví, Jesus fez uma das suas mais extraordinárias profecias: «…Dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todos os lados; e te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação» (Lucas 19:43-44). No ano 68, isto é, apenas cerca de 40 anos depois de Jesus ter dito estas palavras, o general romano Tito foi enviado com as suas tropas para controlar uma rebelião judaica de cariz nacionalista. Após dois anos de cerco, os romanos entraram na cidade e dizimaram a população. A fúria dos romanos, certamente provocada pela resistência judaica, foi de tal ordem que incendiaram praticamente a cidade inteira, incluindo o Templo. Cumpriu-se literalmente a profecia de Jesus: não ficou «pedra sobre pedra». Os judeus sobreviventes foram vendidos como escravos e o povo em geral foi disperso por muito lugares. A partir do ano 70, Israel deixou de existir como nação com um território próprio. Os judeus espalharam-se por muitas nações, procurando sobreviver em condições de grande adversidade. Ao longo de séculos, foram constantemente e irracionalmente perseguidos. Nas fogueiras e nas prisões do Santo Ofício, milhares pereceram às mãos da Inquisição. Os progroms e o anti-sionismo dos países da ex-União Soviética perseguiram, prenderam e mataram muitos judeus. E todos nos lembramos da famosa «solução final» de Hitler nos campos de concentração nazis, onde seis milhões de judeus foram aniquilados, numa operação macabra de morte que ainda hoje continua a chocar as nossas consciências. Porquê tanto sofrimento? Simplesmente porque Israel rejeitou o seu Messias: - «Veio para o que era seu, e os seus não o receberam» (Jo 1:11). - E te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação« (Lc 19:44). Não podemos deixar de lembrar que, quando Pilatos tentava a todo o custo livrar Jesus, os líderes judaicos assumiram a responsabilidade da sua morte: «Então Pilatos, vendo que nada aproveitava, antes o tumulto crescia, tomando água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo. Considerai isso. E, respondendo todo o povo, disse: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos» (Mateus 27:24-25). O que aconteceu a Israel estava profetizado: «E espalhei-os entre os gentios, e foram dispersos pelas terras; conforme os seus caminhos, e conforme os seus feitos, eu os julguei» (Ez. 36:19). O sangue de Jesus caiu sobre Israel.
A parábola da figueira Mas a história não termina com a destruição de Jerusalém e a subsequente dispersão do povo judeu pelos quatro cantos do mundo. O mesmo Jesus que predisse que «não ficaria pedra sobre pedra» também profetizou sobre um tempo em que Israel voltaria à sua terra e Jerusalém seria de novo pisada pelos judeus. Jesus, como sabemos, falava muitas vezes por parábolas, isto é, histórias que contêm um significado simbólico que precisa de ser interpretado. Ele contou certa ocasião a parábola da figueira. Qual o significado simbólico da figueira? A figueira é um símbolo profético da nação de Israel. Jesus referiu-se à figueira em várias ocasiões: Certa vez, amaldiçoou uma figueira e esta secou-se imediatamente: «E, avistando uma figueira perto do caminho, dirigiu-se a ela, e não achou nela senão folhas. E disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti! E a figueira secou imediatamente» (Mt 21:19). Que razão profunda levou Jesus a amaldiçoar a figueira? Noutra oportunidade, Jesus contou uma parábola que envolvia também uma figueira: «E dizia esta parábola: Um certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha, e foi procurar nela fruto, não o achando. E disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho. Corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente?» (Lc 13:6-7). A interpretação é clara: o tempo de Israel dar fruto – de arrependimento, fé, obediência e amor – estava chegado. Mas em lugar desse fruto o Messias, ao fim de três anos de ministério paciente, encontrara apenas hipocrisia, orgulho, racismo e uma falsa religiosidade. Ao amaldiçoar a figueira, Jesus estava a profetizar o juízo de Deus sobre a nação de Israel, juízo que se tornaria evidente nos anos que se seguiram. Figueira sem fruto – era assim que Jesus via o estado espiritual de Israel. Mas ele também disse aos discípulos: «Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas» (Mat. 24:32-33). Jesus prediz aqui dois acontecimentos futuros intimamente relacionados: 1) Que viriam dias em que a figueira voltaria a brotar – isto é, um tempo em que Israel voltaria à existência, numa espécie de ressurreição. 2) Quando a figueira voltasse à vida, isso deveria ser entendido como um sinal: que o verão está próximo. Isto é, quando Israel voltasse a existir como nação, esse facto seria um sinal de que «ele» (o “Filho do Homem”, isto é, o próprio Cristo) estaria às portas. Os profetas do Antigo Testamento falaram desta restauração, quando o Senhor chamaria o seu povo de toda a parte. Um deles foi o profeta Ezequiel: «E vos tirarei dentre os povos, e vos congregarei das terras nas quais andais espalhados… Com cheiro suave me deleitarei em vós, quando eu vos tirar dentre os povos e vos congregar das terras em que andais espalhados; e serei santificado em vós perante os olhos dos gentios… Assim diz o Senhor DEUS: Quando eu congregar a casa de Israel dentre os povos entre os quais estão espalhados, e eu me santificar entre eles, perante os olhos dos gentios, então habitarão na sua terra que dei a meu servo, a Jacó» (Ez 20:34, 41; 28:25). Estas profecias cumpriram-se nos nossos dias. A restauração de Israel ocorreu em 14 de Maio de 1948, cumprindo a resolução da ONU de 29/11/1947, tomada após acesa discussão. Foi, de certo modo, uma forma de o mundo compensar os judeus do seu terrível sofrimento nos campos de concentração nazis durante a segunda guerra mundial. Israel já foi politicamente restaurado: a figueira está de novo entre as outras árvores (Lucas 21:29). À luz da profecia, a restauração de Israel só pode ter um significado: «ele está próximo, às portas»; Jesus vai voltar em breve!
Jerusalém – história e profecia Jerusalém é mencionada na Bíblia 766 vezes, o que nos dá ideia da sua importância na história do povo israelita (e não só). A história desta cidade é longa. Indicamos a seguir, de forma apenas esquemática, alguns dos acontecimentos mais importantes que a envolveram: 1003 a.C. O Rei Daví faz de Jerusalém a capital do Reino. 963 a.C. Salomão edifica o Templo em Jerusalém. 586 a.C. Nabucodonosor, rei da Babilónia, conquista Jerusalém, destrói o templo e exila o povo. 1536 a.C. Ciro permite a reconstrução do templo, bem como da cidade e seus muros (2º templo). 332 a.C. Alexandre (o Grande) conquista Jerusalém. O templo é profanado. 37 a.C. O rei Herodes remodela o templo, transformado num edifício de glorioso esplendor. 30 d.C. Jesus profetiza a destruição de Jerusalém e do Templo. 66 d.C. Revolta dos judeus contra o domínio de Roma. 70 d.C. Destruição do templo por Tito no ano 70 d.C. – cumprindo assim a profecia de Jesus. 135 d.C. Os judeus são proibidos de entrar em Jerusalém e a cidade é reconstruída pelos romanos com feições de uma cidade romana. 634 d.C. Os muçulmanos invadem o país conquistando logo em seguida Jerusalém, construindo ali em 691 o Domo da Rocha (mesquita de Omar), no mesmo local onde outrora se ergueu o templo judeu. Séc. XIX Jerusalém volta a prosperar a partir da 2ª metade do século XIX, quando um crescente número de Judeus volta para a sua pátria (movimento sionista). 1917 O exército britânico conquista Jerusalém, que passa a ser a sede administrativa das terras de Israel (Palestina) até 1948. Aumenta o fluxo imigratório de judeus, que não parou até aos nossos dias. 1948 O exército britânico transfere para Israel a soberania de Israel. Jerusalém não se encontra ainda sob domínio israelita. 1967 Guerra dos Seis Dias. Israel conquista muito território aos vizinhos árabes. Pela primeira vez desde o 1º século, judeus governam Jerusalém. A Guerra dos Seis Dias foi, sem dúvida, uma das páginas mais importantes na história recente de Israel, sobretudo pela ocupação da cidade de Jerusalém. Do ponto de vista profético, tal como 1948 foi importante porque assinala o cumprimento das profecias sobre a restauração da nação de Israel, também 1967 é uma data fundamental na história de Jerusalém: pela primeira vez em dezanove séculos, os judeus voltam a administrar a sua cidade. Qual o significado profético da ocupação judaica de Jerusalém? Jesus disse o seguinte: «E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem» (Lc 21:24). A primeira parte da profecia entende-se bem: como vimos, os judeus caíram ao fio da espada, após a tomada de Jerusalém por Tito, no ano 70 da nossa era; após o que foram levados cativos «para todas as nações». A segunda parte da profecia especifica algo que envolve directamente Jerusalém: «Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem». Os gentios, como sabemos, são os povos não-judeus, que, de facto, pisaram a cidade até 1967: romanos, turcos, árabes, britânicos… Mas Jesus diz: «até que…» - isto é, implicita que chegará um tempo em que os gentios não pisarão (no sentido de governar ou ter autoridade) mais Jerusalém. Ora, historicamente sabemos que há apenas uma data que pode corresponder a esse facto: Junho de 1967, quando a cidade de Jerusalém é reunificada sob autoridade israelita. Que acontecimento profético lhe está associado? Jesus diz: «até que os tempos dos gentios se completem». Isto é, o facto de Jerusalém se encontrar de novo sob domínio judaico é sinal de que a presente dispensação – o tempo dos gentios – se está a encerrar. O tempo dos gentios é o tempo da Igreja, uma vez que esta é constituída por povos de todas as nações, línguas, raças, cores, … É também o tempo da graça, isto é, o tempo que Deus deu à humanidade para escutar o Evangelho e crer naquele que Ele enviou para ser o nosso Salvador: Jesus, Seu Filho. Esse tempo está a chegar ao fim. Não sabemos quando – ninguém pode saber – mas uma coisa sabemos: esse dia está próximo, porque os sinais que Cristo nos deixou já se cumpriram. Israel, Jerusalém – é impossível a qualquer pessoa honesta e sincera não pensar duas vezes perante este sinal tão grande através do qual o Deus Eterno chama a atenção do mundo inteiro! O relógio de Deus está em pleno funcionamento: Israel é o ponteiro principal que marca as horas no tempo profético de Deus. «Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro» (Mateus 25:6).
Jerusalém no centro do maior conflito mundial O profeta Zacarias proferiu algumas das mais importantes profecias sobre Israel e, especificamente, relativas à cidade de Jerusalém. Uma das mais importantes é a seguinte: «E acontecerá naquele dia que farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a carregarem certamente serão despedaçados; e ajuntar-se-ão contra ela todos os povos da terra» (Zac. 12:3). Nunca como hoje esta profecia se cumpre de forma tão clara! Jerusalém é terra santa para pelos menos as três grandes religiões monoteístas: judeus, cristãos e muçulmanos. Para os judeus é absolutamente impensável cederem a sua cidade – a cidade de Daví – onde um dia resplandeceu a glória de Salomão e onde o Templo se ergueu durante séculos. Para os muçulmanos trata-se também de lugar santo, até porque a mesquita de Omar se encontra no lugar do antigo templo. Por isso reivindicam direitos sobre o mesmo território. Só este conflito já seria suficiente para transformar num barril de pólvora aqueles poucos metros quadrados de terra. Recentemente, a polémica político-religiosa em torno da ocupação israelita do território palestino adquiriu uma dimensão inesperada. A 28 de Setembro de 2000, Ariel Sharon, com 3.000 polícias, visita o Monte do Templo. Este gesto provoca uma fúria sem precedentes entre os palestinos, dando início ao que se começou a chamar «Guerra de Jerusalém». Por causa destes eventos, de gravíssimas consequências para o equilíbrio mundial, a revista Newsweek falou do Monte do Templo como sendo «os 35 acres mais explosivos da terra». Em Setembro de 2001, aquando do ataque terrorista às torres gémeas de Nova Iorque, o mentor principal dos suicidas fez uma declaração que todo o mundo pôde escutar: «A América nunca poderá sonhar ter o gosto da segurança até que tenhamos segurança na nossa terra e na Palestina». Isto é, os acontecimentos em Israel, e especialmente o sucedido em Jerusalém, foram claramente associados aos ataques terroristas do 11 de Setembro. Se havia alguém que não queria olhar para o relógio de Deus, isso tornou-se praticamente impossível a partir dessa data. O mundo inteiro continua hoje e continuará nos próximos tempos a ser afectado pelos acontecimentos que ocorrem naquele pequeno pedaço de terra – tal como os profetas e Cristo haviam predito! Jerusalém tornou-se uma «pedra pesada para todos os povos». Não estamos aqui a tomar partido por judeus ou árabes, apenas constatamos factos e chamamos a atenção para o seu significado profético. De facto, para os crentes em Jesus não há raças nem línguas: somos um só Corpo em Cristo. Cremos que a inimizade entre povos pode ser vencida pela fé em Cristo. Como explica o apóstolo Paulo: «Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade (…), para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto» (Efésios 2:13-17).
2008/10/13 A HISTORIA DO JOHN: A CRISE AMERICANA DE FORMA DIDÁTICA
Jesus quer se casar e procura por uma autêntica noivaPor Marcelo Miranda Guimarães (*)
Jesus, cujo verdadeiro nome em sua língua materna, é Yeshua Ben Yosef, ou seja, “O Deus-que-salva Filho de José”, tem procurado por uma noiva nos últimos 2 mil anos. Um pouco cansado de procurar sua autêntica noiva, resolveu escrever algumas considerações, solicitando a amigos que as publiquem em seus sites, MSN, Orkut, etc., enviando e-mails a irmãos e amigos. Ele disse que desta vez Ele tem pressa, pois Seu Pai já tem uma data marcada e agora o tem pressionado bastante. Sem dúvidas, há muitas boas candidatas, mas Jesus procura a mais autêntica. Sabendo disso, me coloquei imediatamente à disposição de Jesus, no sentido de ajudá-lo nesta procura. Era tarde da noite e já me encontrava em minha cama, quando adormeci, perguntando:- o que posso eu fazer para lhe ajudar, Jesus? Por onde posso começar? A quem devo procurar? ... Adormeci e subitamente acordei no meio de um sonho. Tentei me lembrar do que tinha sonhado, mas não consegui. Devagarzinho, comecei a imaginar quais seriam os recados que Yeshua gostaria de enviar à sua Igreja. De repente imaginei Jesus falando o seguinte: - “fale à minha noiva que ela precisa me conhecer melhor...” e foi falando, falando... foi quando, então, me levantei e tomei nota dos13 itens abaixo:
Espero vê-la, então, nova e muito bonita. Até o dia em que irei pessoalmente buscá-la. Diga a ela que fique preparada, pois depois que eu arrebatá-la, nos casaremos em seguida. Os preparativos para a grande festa já estão quase prontos. Diga a ela que se cuide bem e continue fiel, debaixo das minhas bênçãos e do meu querido Pai que está no controle de tudo. Lehitraot ( até breve)! (*) Marcelo Miranda Guimarães, casado, 4 filhos, engenheiro industrial, MBA Economia e Finanças. Teólogo e fundador do Ministério Ensinando de Sião e da Congregação Judaico-Messiânica Há Tzion em Belo Horizonte. Criador da Engenharia Espiritual (www.engenhariaespiritual.com) - Visite: www.ensinandodesiao.org.br-Escreva-nos: Sião@ensinandodesiao.org.br e conheça nossas literaturas. 2008/10/7 Crise nos EUA - Entenda a crise dos mercados financeiroshttp://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL787398-9356,00-ENTENDA+A+CRISE+DOS+MERCADOS+FINANCEIROS.html |
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