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日志


2008/9/10

Cadê os Protestantes!!! Mais uma Reforma ou Restauração?

Mais uma Reforma ou Restauração?

É de todos conhecida a expressão 'sapatinho de algodão'. Devagar, bem devagarzinho, de mansinho e olha ele aí. Pós-modernidade, liberalismo, relativismo, pragmatismo e tantos outros ismos são máscaras que o encobre. Pecado é ausência de Deus e presença de...

Muitos cristãos, em especial evangélicos, têm saído dos trilhos por falta da cerca, a Torá. “O Novo Testamento sem o Antigo é tão impossível quanto o segundo pavimento de uma casa sem o primeiro, o Antigo sem o Novo sendo tal e qual uma casa sem teto”. Judeu David Stern

A seguir, transcrição da entrevista com o professor Augustus Nicodemus sobre a crise do movimento evangélico pela Revista CRISTIANISMO HOJE como subsídio para debate neste fórum. Clique aqui para ler a entrevista no Portal da revista.

Um outro evangelho

Para o professor Augustus Nicodemus Lopes, a crise do movimento evangélico brasileiro está ligada ao liberalismo e à flexibilização dos conteúdos das Escrituras. 'Não me acho xiita', vai logo dizendo o professor, pastor e pesquisador presbiteriano Augustus Nicodemus Lopes em seu mais novo livro, O que estão fazendo com a Igreja (Mundo Cristão). 'Mas muitos me chamam de fundamentalista', acrescenta. 'Não fico envergonhado quando me rotulam dessa forma, embora prefira o termo calvinista ou reformado', explica. A quantidade de adjetivos expressa bem o universo desse intelectual protestante, nascido na Paraíba e que fez carreira no segmento acadêmico religioso. Graduado em teologia, mestre em Novo Testamento e doutor em Interpretação Bíblica – este último título, pelo Instituto Teológico de Westminster (EUA) –, Nicodemus já dirigiu diversos seminários ligados à sua denominação e hoje exerce o cargo de chanceler da respeitada Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Na mesma cidade, pastoreia a Igreja Presbiteriana de Santo Amaro. O conjunto de sua obra já dá uma idéia de suas posições teológicas. Títulos como O que você precisa saber sobre batalha espiritual, Fé cristã e misticismo e Ordenação de mulheres: O que diz o Novo Testamento, todos publicados pela Cultura Cristã, entre diversos outros livros, são baseados na mesma teologia conservadora que ele não apenas abraça, como defende com unhas e dentes. O que não impede, é claro, que esteja aberto a outros pensamentos. 'Desde que sejam comprometidos com as Escrituras', ressalva. Nesta conversa com CRISTIANISMO HOJE, Augustus Nicodemus fala do livro recém-lançado na Bienal do Livro de São Paulo e avalia a situação da Igreja Evangélica hoje. 'Infelizmente, estão fazendo muita coisa ruim com ela', aponta.

 CRISTIANISMO HOJEé inevitável começar esta entrevista com a pergunta que dá título ao seu livro: o que estão fazendo com a Igreja? AUGUSTUS

NICODEMUS LOPES – Infelizmente, muita coisa ruim – desde desfigurá-la, passando uma imagem ao público de que todos os evangélicos e seus pastores são mercenários que vivem para fazer barganhas com Deus em troca de bênçãos, até destruí-la internamente, trocando o Evangelho de Cristo por um outro evangelho. Um evangelho despido de poder, realidade histórica e eficácia salvadora, que é ensinado pelos liberais. Aqui entram também os hiper-conservadores, às vezes chamados de neo-puritanos, com sua visão radical de culto.

Quais os efeitos da pós-modernidade sobre a Igreja?

A pós-modernidade facilitou e aumentou a influência do liberalismo, do relativismo e do pragmatismo na Igreja brasileira, ainda que esses movimentos e tendências sejam tão antigos quanto a própria Igreja. A presente época, marcada pela pós-modernidade, facilita a penetração desses elementos na vida, liturgia e missão das igrejas evangélicas, como de fato temos presenciado. E por outro lado, existem líderes evangélicos que conscientemente constroem ministérios, igrejas e movimentos que se apóiam em métodos e ideologias liberais, relativistas e pragmáticas. O que essas coisas têm em comum é que sempre representam uma tentação para corromper o Evangelho bíblico, quer pelo apelo à soberba humana, quer por um tipo de Cristianismo descompromissado, ou ainda pela oferta enganosa de resultados extraordinários em curto espaço de tempo.

A crise de ortodoxia do Evangelho contemporâneo, bem como o pós-denominacionalismo, é resultado direto deste processo?

Sem dúvida. O relativismo representa uma ameaça concreta à Igreja, pois a mesma se firma sobre verdades universais e imutáveis, como a existência do Deus Trino; a humanidade e divindade de Jesus Cristo; sua morte vicária e sua ressurreição real e física de entre os mortos; a salvação pela fé sem as obras da lei; e a segunda vinda de Cristo. A Igreja defende também uma ética centralizada no amor que, segundo Jesus e seus apóstolos, consiste em obedecer a Deus e aos seus mandamentos. Todavia, o relativismo rejeita o conceito de verdades absolutas e internaliza a verdade no indivíduo.

E qual o efeito prático disso?

O questionamento à autoridade da Bíblia, ao caráter único do Cristianismo e ao comportamento ético pregado historicamente pelos cristãos. Mas, num certo sentido, o relativismo pode representar uma oportunidade para o Cristianismo em ambientes pós-cristãos, onde a fé cristã já foi excluída a priori. Por exemplo, no ambiente das universidades, o discurso é geralmente anticristão, relativista, pluralista e inclusivista. Os cristãos podem, em nome da variedade e da pluralidade, pedir licença para falar, já que, de acordo com a pós-modernidade, todos os discursos são iguais e válidos – e nenhum é melhor do que o outro.

O movimento evangélico brasileiro, tão numeroso e multifacetado, está perto de seu fim?

Não creio que o movimento evangélico brasileiro chegue a um fim, mas temo que esse processo de desfiguramento e de enfraquecimento teológico e doutrinário, levado a cabo por liberais, neopentecostais, libertinos e neo-puritanos, acabe transformando a Igreja brasileira em algo distinto da Igreja bíblica. Por outro lado, como sempre existiram os sete mil que nunca dobraram os joelhos a Baal, é provável que, paralelamente, aconteça o fortalecimento de denominações, ministérios e grupos evangélicos que prezam a Bíblia – gente que valoriza as práticas devocionais como oração, meditação e santidade bíblica e que tem visão evangelística e missionária. Já no momento atual é possível identificar esse crescimento, embora em dimensões menores do que gostaríamos. Quanto ao perfil dessa nova Igreja, fica difícil prever.

Uma das críticas que o senhor faz é à ênfase na formação teológica liberal, que seria uma espécie de 'coqueluche' dos teólogos de hoje, interessados numa graduação reconhecida sob o ponto de vista acadêmico. Neste sentido, o reconhecimento oficial aos cursos de teologia, uma antiga bandeira do segmento evangélico, veio para melhorar ou piorar as coisas?

Em si, o reconhecimento oficial de um diploma de teologia não representa qualquer perigo para a Igreja. Mas o problema não é o isso, e sim, o conteúdo que será ministrado aos alunos que buscam uma formação reconhecida pelo Ministério da Educação. Da minha parte, creio ser possível termos um curso de teologia reconhecido oficialmente e que apresente uma teologia bíblica e saudável. Todavia, nem sempre tem sido esse o caso.

Como assim?

Esse reconhecimento tem sido oferecido, freqüentemente, através de cursos de teologia de faculdades e universidades públicas e privadas que não têm compromisso com a confessionalidade cristã histórica. é verdade que o reconhecimento oficial dos cursos de teologia é uma antiga bandeira do segmento evangélico. Só que, quando os evangélicos queriam isso, os cursos de teologia reconhecidos eram oferecidos por instituições de ensino superior que tinham tradição cristã. Além disso, eram dirigidas por cristãos comprometidos com a teologia histórica da Igreja, como Princeton nos Estados Unidos e a Universidade Livre na Holanda, por exemplo. Atualmente, grande parte dos professores de alguns desses cursos obtêm seus diplomas e graus de mestre e doutor em escolas liberais – e nem sempre na área de teologia, mas em ciências da religião, sociologia, psicologia, antropologia, letras etc.

O problema, então, é o que professores com este tipo de formação vão ensinar?

Não é tanto o que eles ensinam, mas o que deixam de ensinar, exatamente porque não tiveram uma sólida formação teológica debaixo de orientação bíblica. Quem mais tem sentido o impacto do liberalismo teológico em sua mão de obra são as igrejas pentecostais, que por não terem tradição em preparar seus obreiros, acabam recorrendo a esses cursos e expondo seus pastores, evangelistas e obreiros à teologia liberal.

Em sua obra, o senhor fala na existência de uma esquerda teológica que valoriza o liberalismo, não apenas nas questões religiosas, mas sobretudo comportamentais. Num panorama em que a esquerda política, atualmente no poder, parece confusa e adota posturas flagrantemente neoliberais, esta confusão ideológica também contamina o segmento evangélico?

Acho que sim. Não é coincidência que um grande segmento evangélico esteja defendendo bandeiras liberais, como o aborto, o reconhecimento das uniões homoafetivas, o sexo antes do casamento... Essa atitude de tolerância e relativismo é a mesma que sempre marcou o esquerdismo no Brasil. Não estou dizendo que todo evangélico esquerdista é liberal e defende essa agenda; mas que existe uma coincidência de valores éticos e de agenda.

O movimento evangélico brasileiro é tão diversificado quanto as milhares de denominações que o compõem. No atual panorama, identificado no seu livro, esta diversidade traz mais vantagens ou desvantagens?

Acredito que a diversidade é sadia e bíblica. Entendo, porém, que existe uma unidade essencial e básica entre os verdadeiros cristãos, que pode ser resumida nos fundamentos da fé bíblica. Os verdadeiros evangélicos confessam estes fundamentos, e vamos encontrá-los em todas as denominações que compõem a Igreja Evangélica brasileira. Mas vamos encontrar também quem não crê em nenhuma dessas coisas, ou que nutrem reservas quanto a elas. Eu não tenho problemas com a diversidade, pois acho-a enriquecedora. Tenho divergências inclusive com irmãos e colegas que são reformados calvinistas como eu. Todavia, existe uma unidade essencial mais forte e superior às divergências. Teologia tem um poder tremendo para unir as pessoas ou para separá-las, pois tem a ver com convicções e experiências pessoais.

A partir dos anos 1980, o advento da teologia da prosperidade e da confissão positiva mudou a maneira de se pensar a fé evangélica no país. Qual a verdadeira influência destas correntes na crise do movimento evangélico nacional?

A confissão positiva acabou exercendo uma grande influência sobre os evangélicos brasileiros. Na minha opinião, todavia, ela não é a maior influência negativa. Considero a teologia da prosperidade, a busca de experiências místicas, as crendices e superstições que infestam os arraiais neopentecostais como sendo de maior periculosidade para a Igreja. Quanto ao segmento reformado, por sua própria natureza, ele é mais resistente à essas infecções e pouca influência recebeu – mas tem, entretanto, sofrido mais com outros tipos de problemas, especialmente com sua incapacidade, até o momento, de crescer de forma significativa sem perder o compromisso com a fé histórica da Igreja.

Se muitos dos postulados neopentecostais vão de encontro à tradição protestante, em quê o segmento histórico falhou, ou pelo menos hesitou, para que, a partir dos anos 1970, o neopentecostalismo crescesse em proporções geométricas no cenário evangélico nacional?

Boa pergunta. é interessante que, na década de 1950, a Igreja Presbiteriana era uma das maiores denominações evangélicas do país. Por algum motivo, perdemos o bonde. Não sei avaliar direito o que aconteceu. Pode ser que tenhamos exagerado na reação aos abusos do movimento carismático na década de 70 e nos fechamos na defensiva. Ficou difícil, naquela época, falar do Espírito Santo e de reavivamento espiritual sem sermos confundidos com carismáticos e pentecostais. Pode ser também que reagimos da mesma forma diante do crescente movimento litúrgico e do movimento de crescimento de igrejas, com toda sua parafernália metodológica centrada no homem – movimentos estes que dominaram o cenário dos anos 70 a 80. E depois, a mesma coisa diante dos neopentecostais. Não conseguimos ainda sair da defensiva e ser mais proativos, oferecendo alternativas, soluções – e o que é melhor, oferecer nosso próprio exemplo de como uma igreja pode crescer de maneira sadia, sem comprometer a teologia e a ética bíblica.

Então, o liberalismo teológico também afetou as igrejas tradicionais?

Sim, afetou tremendamente as igrejas históricas nos anos 60, especialmente os seus seminários. Isso causou graves problemas e disputas internas, que obrigaram essas igrejas a relegar o crescimento a um plano secundário e a se concentrarem na própria sobrevivência. As igrejas históricas que não conseguiram sobreviver ilesas hoje são as menores entre os evangélicos, mais voltadas para o social e ainda em lutas internas com os liberais que sobreviveram dentro de suas organizações e estruturas. Já as que conseguiram sair inteiras, embora chamuscadas, começam lentamente a progredir e retomar seu crescimento, como creio ser o caso da Igreja Presbiteriana do Brasil.

Por que lideranças autocráticas e monolíticas, cada vez mais comuns nas igrejas, são aceitas pelos fiéis?

Em minha opinião, é o que chamo em meu livro de 'a alma católica dos evangélicos brasileiros'. Os brasileiros estão acostumados com o catolicismo romano e sua hierarquia eclesiástica totalitária. Por séculos, o romanismo impregnou a alma brasileira com a idéia de que a religião deve ser conduzida por líderes acima do povo, que vivem numa esfera superior; enfim, intocáveis. No romanismo, os líderes não são eleitos pelo povo, como acontece na maioria das igrejas históricas, cujo sistema de governo é democrático – eles são impostos, determinados, designados. Além disso, são considerados como especiais e distintos; é o clero separado dos leigos. As ordens eclesiásticas são um dos sacramentos da Igreja Católica. E os brasileiros viveram sua vida toda debaixo da influência de uma religião regida por bispos e por um papa, o qual, segundo um dogma católico, é infalível. Nada mais natural, portanto, que ao se tornarem evangélicos, suspirem e desejem o mesmo esquema de liderança, como os israelitas que disseram a Samuel que constituísse um rei sobre eles, para que os governasse, como o tinham as outras nações à sua volta, conforme I Samuel 8.5. Essa mentalidade romana favorece o surgimento, entre os evangélicos, de líderes autocráticos e auto-designados, que se arrogam o título e o status de bispos ou apóstolos. "Fala, Senhor, porque o teu servo ouve." (I Sm. 3:9)

Maranata!

"O Senhor Salvador vem!"

 

O Arrebatamento

 

 

Pr. Cesino Bernardino - Visão da Igreja Fiel, invisível!!!

 

 
O Rei vem vindo
 

O Preparo da Igreja para a Volta de Jesus (Yeshua)

O Senhor Jesus voltará para encontrar-se com uma Igreja que vive como um Corpo, guiada pelo Cabeça, o Senhor Jesus Cristo, por meio do Espírito Santo - A IGREJA FIEL, invisível!. Saiba mais.

Porque os Avivamentos Terminam

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2008/9/9

Toda a Bíblia é o Padrão para Hoje

“Deus espera que nos submetamos a toda sua palavra, e não que escolhamos apenas aquilo que esteja de acordo com nossas opiniões pré-concebidas.” Tudo da vida é ético, e tudo da Bíblia está permeado com preocupações éticas. Diferente da organização de uma enciclopédia, nossa Bíblia não foi escrita de uma forma que devote seções separadas exclusivamente para diversos assuntos de interesse. Assim, a Bíblia não contém um livro ou capítulo separado que trate completamente do assunto da ética ou conduta moral. Sem dúvida, muitos capítulos da Bíblia (como Êxodo 20 ou Romanos 13) e até mesmo alguns livros da Bíblia (como Provérbios ou Tiago) têm muito a dizer sobre questões éticas e contém muitas diretrizes específicas para a vida do crente. Todavia, não se encontrará uma divisão da Bíblia intitulada com algo como "A Lista Completa de Deveres e Obrigações na Vida Cristã”. Pelo contrário, encontramos uma preocupação pela ética percorrendo toda a Palavra de Deus, de capa a capa - da criação à consumação. Continue a leitura.

Alguns “princípios hermenêuticos” que os leitores modernos fariam bem em considerar, segundo Hall A. Christopher, autor de "Lendo as Escrituras com os Pais da Igreja"

Nas p. 178-184, o Autor nos propõe, a partir da exegese patrística, alguns “princípios hermenêuticos” que, insiste ele, os leitores modernos fariam bem em considerar:

1) “Leia a Bíblia holísticamente”, sem perder de vista que a narrativa bíblica é uma história contínua, do Gênesis ao Apocalipse, o Antigo Testamento continuando no Novo, o Novo não podendo ser entendido sem o Antigo (p.178-179);

2) “Leia a Bíblia cristologicamente”, através do prisma da encarnação, morte e ressurreição do Senhor, consciente de que, segundo os Pais, Cristo é a chave que nos abre o Antigo Testamento” (p.179-181);

3) “Leia a Bíblia comunitariamente”, dentro do Corpo de Cristo que é a Igreja (p.181-182);

4) “Leia a Bíblia dentro do contexto e prática da oração e da vida”, relativizando as preocupações acadêmicas modernas... (p.182-184). Por Ney Brasil Pereira - Professor de Exegese Bíblica no ITESC

Muitos cristãos, em especial evangélicos, têm saído dos trilhos por falta da cerca, a Torá. “O Novo Testamento sem o Antigo é tão impossível quanto o segundo pavimento de uma casa sem o primeiro, o Antigo sem o Novo sendo tal e qual uma casa sem teto”. Judeu David Stern

"O que estão fazendo com a Igreja" é o mais novo livro lançado pelo professor Doutor Augustus Nicodemus Lopes na Bienal do Livro de São Paulo. Nascido na Paraíba fez carreira no segmento acadêmico religioso. Graduado em teologia, mestre em Novo Testamento e doutor em Interpretação Bíblica – este último título, pelo Instituto Teológico de Westminster (EUA) –, Nicodemus já dirigiu diversos seminários ligados à sua denominação e hoje exerce o cargo de chanceler da respeitada Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Na mesma cidade, pastoreia a Igreja Presbiteriana de Santo Amaro. O conjunto de sua obra já dá uma idéia de suas posições teológicas. Títulos como O que você precisa saber sobre batalha espiritual, Fé cristã e misticismo e Ordenação de mulheres: O que diz o Novo Testamento, todos publicados pela Cultura Cristã, entre diversos outros livros, são baseados na mesma teologia conservadora que ele não apenas abraça, como defende com unhas e dentes. O que não impede, é claro, que esteja aberto a outros pensamentos. 'Desde que sejam comprometidos com as Escrituras', ressalva. Saiba mais.

Voltando à Igreja do 1º Século. Mais uma Reforma ou Restauração? Isto não é judaizar a Igreja, absolutamente!

Escrito por Marcelo M. Guimarães

Fonte: http://www.ensinandodesiao.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=89&Itemid=28 (siao@ensinandodesiao.org.br)

Uma vez terminando uma ministração em uma Igreja o pastor dirigiu-se a mim e disse: - “Que boa mensagem o senhor nos trouxe. Com certeza nossa Igreja caminhará agora para a frente.” E eu o refutei, imediatamente: -para frente, não! Mas, sim para trás! Para trás? Sim, tudo o que eu aqui ministrei foi para que sua Igreja voltasse a partir de hoje para trás, ou seja, voltar às raízes da Igreja do 1° Século. Voltar aos princípios vividos e proclamados por Yeshua (Jesus) e por seus discípulos. Este sim é o padrão de Igreja a ser seguido por todos nós que procuramos uma Igreja poderosa, justa e santa. Agora, qual era a literatura que eles seguiam? Em que eles criam? Em que contexto viviam? O que pregavam? Quem eram seus profetas? Por quem davam suas vidas em defesa da fé? Nunca foi fácil mudar conceitos. Imagino como Lutero sofreu com aqueles líderes religiosos e zelosos com toda a tradição e fiéis às suas ordens denominacionais. Creio que é necessário um momento de reflexão, de coragem, e de muita disposição para pagar um preço muito alto a fim de que a Igreja de volte às suas raízes. Lutero pagou com sua própria ex-comunhão da Igreja Romana. Muita coisa mudou com a Reforma protestante. Mas, será que está reforma já não está precisando de uma outra reforma? Talvez, melhor dizendo, eu não creio em levar a Igreja à mais uma reforma, mas com certeza, a Igreja Moderna precisa passar por uma profunda RESTAURAÇÃO.

Mais uma Reforma ou Restauração?

Não creio que uma segunda reforma traria à Igreja transformações cruciais e, nem tão pouco, a um avivamento duradouro. Mas, com certeza, se a Igreja voltar ao longo da história, consertar seus erros, se retratar diante de D’us, indubitavelmente, ela passará por uma grande e completa restauração. Precisa está claro que a reforma já cumpriu bem o seu papel e que o ato de restaurar não é reformar. Restaurar algo é fazê-lo novamente do mesmo modo como era no original. Este é, creio eu, o problema maior da Igreja: -Saber a hora e como voltar à sua base, à sua origem. É preciso voltar às suas raízes, aos seus conceitos básicos, à sua pureza original, vivida pelos profetas do Antigo Testamento, por Yeshua e por todos os seus discípulos no contexto judaico do 1° Século. Eu não disse voltar ao judaísmo ou às práticas judaizantes, não! Absolutamente, estaríamos em pior situação na qual já estamos, se isso fizesse (É oportuno aqui que se diga que judeus e gentios crentes (messiânicos) devem viver cada um segundo seu chamado). Judaizar a igreja nunca traria a restauração, pois judaizar seria forçar um gentio a viver ou a se portar como um judeu. Uma coisa completamente diferente é a Igreja voltar aos princípios ou ao contexto judaico no qual a Bíblia foi escrita. Isto é, entender o Novo Testamento como uma literatura da fé judaica do primeiro século. Este contexto não era chinês, nem romano, nem grego, nem egípcio, mas era judaico, entendendo os princípios da Lei, segundo à Santa Torá (o Pentateuco) dado pelo próprio D’us ao povo hebreu no Sinai. Por outro lado, não há como voltar aos princípios da Igreja do 1° Século sem uma reconexão com Israel e com o povo judeu. Nosso D’us é bom e quer que cumpramos o Seu propósito no tempo determinado por Ele. Eu creio e defendo o ponto de vista que Ele quer uma Igreja Restaurada Já! Ele deseja, como está escrito em Efésios (Ef 5:26), uma Igreja pura, santa, sem defeito, sem ruga e sem mácula. Pois o D’us Pai quer para Seu Filho, Yeshua, uma noiva que seja nova. Qual pai deseja para seu filho solteiro um casamento com uma noiva velha e mesmo doente? Esta é uma grande e simples revelação. Não se trata de unir as denominações ou ajuntá-las numa só. Não! Pois somos um Corpo multimembrado e, por isso, com multifunções (I Co 12:27). É importante frisar que a noiva é nova, pois ela não tem rugas e que temos que trabalhar para alcançar este estado. Isto me mostra que a Igreja precisará passar por mudanças radicais, a começar pela restauração dos próprios líderes. A noiva do Senhor é nova e nosso noivo é judeu e morreu antes dos 34 anos. Poucas pessoas atentam para isto. Yeshua como judeu procuraria uma noiva pagã ou fora do contexto pregado, praticado e vivido por Ele próprio? Creio que não! Não quero também dizer que o movimento judaico-messiânico ou os messiânicos, como são denominados, trarão esta restauração efetiva para o Corpo de Cristo. Poderá haver, como está havendo, uma melhor compreensão do contexto judaico da fé cristã e uma maior aproximação desta com o povo judeu e com o Estado de Israel. Mas, somente isto não trará também o avivamento desejado. Mas, então, para onde vamos? O que devemos restaurar? Por onde devemos começar? Confesso que não avocarei para mim nenhuma responsabilidade de como mudar, dando fórmulas ou modelos, etc. Creio que nosso único modelo já é a própria Bíblia. O problema é que precisamos entendê-la no contexto judaico no qual ela foi escrita. Lutero, se estivesse vivo, estaria vendo que a igreja Católica se esforçando por mudanças, repensando suas Encíclicas e corrigindo erros em sua milenar história. Mas, também estaria vendo a Igreja Evangélica se distanciando dos princípios da chamada “reforma protestante”. Os evangélicos que teriam, no meu ver, talvez melhores condições e entendimentos bíblicos trazidos pela Reforma, estão, na maioria das vezes, entretenidos com outras “doutrinas”, como por exemplo, a do sucesso, da prosperidade financeira, da criação de sua própria rede (como se uma empresa com suas inúmeras filiais) exercendo controle e centralização de poder, pontos esses que os distanciam ainda mais da Igreja do 1° Século. Algumas igrejas evangélicas estão mais preocupadas em buscar novos membros do que crescer em qualidade de fé, formando discípulos verdadeiros. Aliás, alguns confundem “fazer discípulos” com meros e rápidos cursos de discipulados e evangelismo de massa. Claro que há o lado positivo das coisas também, homens santos de D’us, pastores, teólogos, até mesmo Conselhos de Pastores, tentando promover a unidade do Corpo, afim de que a Palavra de D’us, a salvação pela fé no Messias Yeshua alcance povos e nações. Mas, será que estamos na direção certa? Será que quando um avião erra sua rota ele tenta acertá-la estando ele ainda nesta posição errada ou ele volta ao seu ponto de origem e corrige a proa? Creio que tentar consertar a Igreja de Yeshua sem voltar às suas origens, sobretudo ao contexto da Palavra, correremos o risco de distanciar ainda mais da Verdade. Será que isto já não está acontecendo com os diversos tipos de cristãos? O que, então, é necessário fazer? Por onde começar? Como disse, eu também vivo procurando e tentando descobrir métodos revelados na Palavra que produzirão uma Igreja nos padrões do 1° Século. Mas, alguns pontos de conduta poderíamos estabelecer como metas e prioridades, como por exemplo: Primeiro, é necessário assumir uma atitude sincera e honesta que o tempo, o distanciamento da Igreja de Jerusalém, as fraquezas e imperfeições dos líderes provocaram um afastamento dos princípios bíblicos vividos e promulgados pelos apóstolos e discípulos no primeiro século; Segundo,deve-se reconhecer que houve conseqüências devido este distanciamento da Palavra e da genuína fé que permitiram uma grande gama de costumes e tradições pagãs, se infiltrassem na doutrina judaico-cristã; Deve ficar claro que a Bíblia é um conjunto de livros judaicos escritos conforme os princípios da Midrash e da hermenêutica, não devendo ser interpretado fora deste contexto; Terceiro, estar convencido que é necessário começar por um processo de mudança e que isto exigirá muito trabalho e tempo, até mesmo sofrimentos e renúncias, quando se quer realmente restaurar alguns pontos, como: - A Igreja de Yeshua deve se arrepender nos pontos em que se desvirtuou, revendo sua doutrina e sua teologia, tendo como único padrão, a Bíblia; - Deve haver humildade em aceitar e reconhecer o que o Espírito Santo de D’us tem a supremacia absoluta para restaurar o Corpo de Cristo; - Rever toda a Escritura, principalmente, o Novo Testamento, entendendo-o sob o prisma do rico contexto original; - Redescobrir a Torá, suas leis e princípios que foram vividos também por Yeshua e seus discípulos na Igreja do 1° Século; - O entendimento das alianças do Sinai e do Gólgota precisa ser repensado como um propósito de D’us, onde ambas alianças se complementam e não se anulam mutuamente ( Mt 5:17); - Ser paciente e tolerante com aqueles que virão em resistência contra nós. Eu creio que a restauração da Igreja deva começar pela restauração do crente como membro individual do Corpo de Cristo. Estamos desenvolvendo um projeto chamado “Projeto de Restauração Ben Yamin”, que procura enfocar a restauração pela Palavra à nível do indivíduo, sendo que este indivíduo restaurado gerará família restaurada e um conjunto de famílias restauradas produzirão, conseqüentemente, uma igreja restaurada. É de SUMA IMPORTÂNCIA FRISAR QUE NÃO PODEMOS TER NENHUMA INTENÇÃO DE CRITICAR ESTA OU AQUELA DENOMINAÇÃO OU IGREJA, COMUNIDADES, ETC. PELO CONTRÁRIO, NOSSO PROPÓSITO E CONDUTA SÃO DE HUMILDADE E AJUDA MÚTUA PARA PRODUZIR Á UNIDADE, QUALIDADE DA FÉ E SANTIDADE, PREPARANDO, ASSIM, A ”NOIVA DO CORDEIRO”, A IGREJA, PARA O ENCONTRO COM O SENHOR YESHUA. Sucintamente, podemos visualizar com mais clareza estes três pilares básicos da Restauração, segundo minha opinião: A restauração do Indivíduo A restauração da alma do indivíduo é bem conhecido por todos e por isso, dispensamos aqui maiores comentários, salvo que métodos psicológicos fora da bíblia não produzem e nem podem produzir o que chamamos de restauração e cura pela Palavra viva de D’us ( Sl 19:7). A Restauração da Família O mover do Espírito Santo de D’us tem nos levado a isto. É bem notório que quando tratamos a Igreja em níveis de cura interior e restauração da alma, O Espírito do Senhor nos conduz, a tratar a Igreja como família. D’us tem levantado no nosso meio grandes ministérios que atuam nesta área. O partir do pão de casa em casa na celebração de nosso Shabat adotado em nossas congregações têm nos ensinando muito, aumentando nossa comunhão e dependência mútua em termos de discipulador e discipulado. A Restauração da Igreja ste tema tem sido agora a ênfase do nosso Ministério. Percebemos também que no mundo todo, estão surgindo ministérios específicos de ensino mais do que em todos os tempos até então. O Espírito Santo de D’us agindo, progressivamente, está preparando a noiva de Yeshua, a sua Igreja para a grande festa de Bodas. Sempre que voltamos à Igreja do 1° Século encontramos exemplos e experiências, como se fossem modelos que estão à nossa disposição para levarmos a Igreja a produzir frutos. É perfeitamente notório e eficaz trabalhar com grupos de pessoas específicos, como exemplo, criar grupos de casados, solteiros, jovens, crianças, o grupo da 3ª Idade e outros, discipulando-os, separadamente e, ao mesmo tempo, promovendo a interação desses grupos no contexto da própria Igreja local. Para restaurar a Igreja, a existência de um presbitério forte é essencial e fundamental. Os membros conhecem e diferem aqueles presbíteros que atuam como apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. Da mesma forma, um corpo de diaconato forte ajuda no estabelecimento deste organismo vivo, a Igreja nos moldes do 1° Século. D’us concluirá seu plano de salvação para com as nações, para com o povo judeu e para com a nação de Israel (Rm11:26) e implantará seu reino (Ap 20:2) com seus eleitos judeus e gentios, agora, como crente, formando a família de Deus (Ef 2:19), ambos, justificados pela fé no messias Yeshua Há Mashiach, Jesus o Messias. "... Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém; vem, Senhor Jesus". ( Marah n´atá!).


Alguns “princípios hermenêuticos” que os leitores modernos fariam bem em considerar, segundo Hall A. Christopher, autor de "Lendo as Escrituras com os Pais da Igreja"

Nas p. 178-184, o Autor nos propõe, a partir da exegese patrística, alguns “princípios hermenêuticos” que, insiste ele, os leitores modernos fariam bem em considerar:

1) “Leia a Bíblia holísticamente”, sem perder de vista que a narrativa bíblica é uma história contínua, do Gênesis ao Apocalipse, o Antigo Testamento continuando no Novo, o Novo não podendo ser entendido sem o Antigo (p.178-179);

2) “Leia a Bíblia cristologicamente”, através do prisma da encarnação, morte e ressurreição do Senhor, consciente de que, segundo os Pais, Cristo é a chave que nos abre o Antigo Testamento” (p.179-181);

3) “Leia a Bíblia comunitariamente”, dentro do Corpo de Cristo que é a Igreja (p.181-182);

4) “Leia a Bíblia dentro do contexto e prática da oração e da vida”, relativizando as preocupações acadêmicas modernas... (p.182-184). Por Ney Brasil Pereira - Professor de Exegese Bíblica no ITESC

Muitos cristãos, em especial evangélicos, têm saído dos trilhos por falta da cerca, a Torá. “O Novo Testamento sem o Antigo é tão impossível quanto o segundo pavimento de uma casa sem o primeiro, o Antigo sem o Novo sendo tal e qual uma casa sem teto”. Judeu David Stern

"O que estão fazendo com a Igreja" é o mais novo livro lançado pelo professor Doutor Augustus Nicodemus Lopes na Bienal do Livro de São Paulo. Nascido na Paraíba fez carreira no segmento acadêmico religioso. Graduado em teologia, mestre em Novo Testamento e doutor em Interpretação Bíblica – este último título, pelo Instituto Teológico de Westminster (EUA) –, Nicodemus já dirigiu diversos seminários ligados à sua denominação e hoje exerce o cargo de chanceler da respeitada Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Na mesma cidade, pastoreia a Igreja Presbiteriana de Santo Amaro. O conjunto de sua obra já dá uma idéia de suas posições teológicas. Títulos como O que você precisa saber sobre batalha espiritual, Fé cristã e misticismo e Ordenação de mulheres: O que diz o Novo Testamento, todos publicados pela Cultura Cristã, entre diversos outros livros, são baseados na mesma teologia conservadora que ele não apenas abraça, como defende com unhas e dentes. O que não impede, é claro, que esteja aberto a outros pensamentos. 'Desde que sejam comprometidos com as Escrituras', ressalva. Saiba mais.

Reflexão! Se quiseres fazer alguma coisa

Se quiseres fazer alguma coisa para durar uma estação, planta flores;
Se quiseres fazer alguma coisa para durar uma vida, planta árvores;
Se quiseres fazer alguma coisa para durar uma eternidade, planta igrejas.

David J. Hesselgrave

Alguns “princípios hermenêuticos” que os leitores modernos fariam bem em considerar

Alguns “princípios hermenêuticos” que os leitores modernos fariam bem em considerar, segundo Hall A. Christopher, autor de "Lendo as Escrituras com os Pais da Igreja"

Nas p. 178-184, o Autor nos propõe, a partir da exegese patrística, alguns “princípios hermenêuticos” que, insiste ele, os leitores modernos fariam bem em considerar:

1) “Leia a Bíblia holísticamente”, sem perder de vista que a narrativa bíblica é uma história contínua, do Gênesis ao Apocalipse, o Antigo Testamento continuando no Novo, o Novo não podendo ser entendido sem o Antigo (p.178-179);

2) “Leia a Bíblia cristologicamente”, através do prisma da encarnação, morte e ressurreição do Senhor, consciente de que, segundo os Pais, Cristo é a chave que nos abre o Antigo Testamento” (p.179-181);

3) “Leia a Bíblia comunitariamente”, dentro do Corpo de Cristo que é a Igreja (p.181-182);

4) “Leia a Bíblia dentro do contexto e prática da oração e da vida”, relativizando as preocupações acadêmicas modernas... (p.182-184). Por Ney Brasil Pereira - Professor de Exegese Bíblica no ITESC

Muitos cristãos, em especial evangélicos, têm saído dos trilhos por falta da cerca, a Torá. “O Novo Testamento sem o Antigo é tão impossível quanto o segundo pavimento de uma casa sem o primeiro, o Antigo sem o Novo sendo tal e qual uma casa sem teto”. Judeu David Stern

"O que estão fazendo com a Igreja" é o mais novo livro lançado pelo professor Doutor Augustus Nicodemus Lopes na Bienal do Livro de São Paulo. Nascido na Paraíba fez carreira no segmento acadêmico religioso. Graduado em teologia, mestre em Novo Testamento e doutor em Interpretação Bíblica – este último título, pelo Instituto Teológico de Westminster (EUA) –, Nicodemus já dirigiu diversos seminários ligados à sua denominação e hoje exerce o cargo de chanceler da respeitada Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Na mesma cidade, pastoreia a Igreja Presbiteriana de Santo Amaro. O conjunto de sua obra já dá uma idéia de suas posições teológicas. Títulos como O que você precisa saber sobre batalha espiritual, Fé cristã e misticismo e Ordenação de mulheres: O que diz o Novo Testamento, todos publicados pela Cultura Cristã, entre diversos outros livros, são baseados na mesma teologia conservadora que ele não apenas abraça, como defende com unhas e dentes. O que não impede, é claro, que esteja aberto a outros pensamentos. 'Desde que sejam comprometidos com as Escrituras', ressalva. Saiba mais.
2008/9/7

Porque os Avivamentos Terminam. É o dom espiritual que deve aparecer e não quem o tem. E se for p'ra ser contado é só no Corpo, a Igreja de Cristo.

 

É o dom espiritual que deve aparecer e não quem o tem. E se for p'ra ser contado é só no Corpo, a Igreja de Cristo com a aquiescência e orientação do pastor e não individualmente.

O Ministério/Presbitério deve ser o primeiro a ter experiências com dons espirituais e jamais impedir a manifestação do Espírito Santo. Este retira-se, se impedido de manifestar-se. D'us respeita o livre-arbítrio do homem.

A Obra de D'us é completa. A Igreja deve buscar com zelo os nove dons espirituais e dar ênfase ao primeiro e sétimo dons (dom de Sabedoria e dom de Discernimento de espíritos).

Porque os Avivamentos Terminam

Conheça mais sobre a Obra do Espírito Santo e o uso dos dons espirituais em http://www.unityandrevival.org/html/portuguese/index_pt.htm

Windows Live Spaces impossibilitado de atualizações há mais de dois meses, exceto os blog's

O Windows Live Spaces está impossibilitado de atualizações há mais de dois meses, exceto os blog's

e a Microsot não deu uma explicação até o momento.

2008/9/4

Anti-semitismo: extirpemos essa praga de uma vez por todas caso ainda exista em nosso meio. Judeu é gente boa sim senhor! Jesus foi e é judeu porque vive!

Israel, melhor dizendo, o povo judeu é a menina dos olhos de D'us. D'us chamou esse povo para ser luz dos gentios (Is. 42: 6), ou em outras palavras, luz entre as nações, para levar a Palavra de D'us (luz) para as nações. Se herdamos o Antigo Testamento, graças aos judeus, se o Novo, também graças aos judeus. "...a salvação vem dos judeus." (João 4: 22). Vemos na história como esse povo é perseguido até aos dias de hoje. Guerras e mais guerras contra o povo judeu. Destruição dos dois Templos. Em nossa Era houve a "Santa Inquisição" da Igreja Católica que matou milhares de judeus, os Progons soviéticos, o Holocausto, etc., enfim, é um povo que sempre viveu rodeado de inimigos. Qual é a causa? Sem causa aparente. A única explicação é perseguição de satanás para destruir o povo da promessa de D'us, Israel. Olhe para o céu! Estás vendo estrelas, o Sol ou a Lua? Então podes crer: o povo de Israel vive porque enquanto os astros estiverem no firmamento, diz a Palavra de D'us, o povo de Israel existirá. Glórias a D'us.

Ah, mas judeu é gente ruím que matou Jesus! Mensagem diabólica incutida na cabeça do povo pela igreja Romana (ICAR) desde os primórdios do cristianismo. Usam Mateus 27: 24, 25 que diz: "Que o sangue dele fique sobre nós e os nossos filhos." através dos séculos, para justificar o anti-semitismo. Mas não devemos esquecer-nos de que não foi toda a nação judaica, nem sequer todas as pessoas que tinham ido para a festa, que fizeram esta afirmação mas sim um grupo de pessoas fanáticas, que tinham sido reunidas pelas autoridades religiosas, com o propósito de fazer pressão sobre Pilatos.

Não podemos implicar toda a nação de Israel na morte de Jesus, devido aos atos dum grupo relativamente pequeno de pessoas, do mesmo modo que os Gentios não podem ser culpados da maneira como os soldados romanos trataram Jesus, ou a nação alemã pelo modo como Hitler tratou os judeus.

O nascimento do Estado de Israel é o cumprimento de uma das profecias mais evidentes dos nossos dias sobre a volta de Jesus. "Aprendei, pois, esta parábola da figueira (ISRAEL): Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão." (Mateus 24: 32). "No dia 14 de maio, do ano deste ano ou 7568 (calendário judaico), Israel comemorou seus 60 anos de independência. Israel é um milagre do passado, do presente e creio que será no futuro também. Começando com a peregrinação de Abraão estabelecendo-se na terra de Canaã, depois por seu filho Isaque e mais tarde o neto Jacó de quem procedeu às doze tribos, o povo de Israel não parou um dia sequer de ser perseguido, exilado, maltratado, escarnecido, rejeitado, saqueado e aniquilado. Já foram escravos no Egito por 430 anos, quase exterminados pelos Cananeus, Filisteus, Amalequitas e outros que os perseguiram durante 40 anos de travessia pelo deserto rumo à Terra de Canaã. Foram exilados na Babilônia e quase exterminados na Pérsia. Saqueados, roubados e mortos pelos Cruzados. Processados, julgados e queimados nas fogueiras da Inquisição da idade média. Sacrificados aos milhões como holocaustos de humanos nos fornos crematórios do nazismo e nos últimos 60 anos, se estabelecendo com muita luta, dor e sofrimento ao redor de 100 milhões de árabes das nações vizinhas, muitos dos quais querem simplesmente risca-lo do mapa do Oriente Médio." (Marcelo M. Guimarães)

Aqui é que começa a história de Israel: "Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra... e vai para a terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação... abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra" (Gênesis 12.1-3). "O Senhor teu Deus te escolheu, para que fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra" (Deuteronômio 7.6).

Há cinco elementos distintos na aliança que Deus fez com Abraão, Isaque, e Jacó (Israel) que distinguem seus descendentes de todos os outros povos da terra. Aqui eles estão na ordem em que foram dados: 1) a promessa de que o Messias viria ao mundo por Israel; 2) a promessa de um certo território que foi dado a Israel como possessão para sempre; 3) a lei mosaica e seus subseqüentes pactos de promessa, que definiram um relacionamento especial entre Deus e Israel; 4) a manifestação visível da presença de Deus entre eles; e 5) o reinado prometido do Messias, no trono de Davi em Jerusalém, sobre Seu povo escolhido e sobre o mundo inteiro. (Zilá Barcellos)

Explica Stern sem a menor possibilidade de errar: o Novo Testamento é um livro judaico, escrito por judeus, tratando majoritariamente de judeus, tendo judeus e não-judeus como público-alvo. Sua figura central é Yeshua, o Messias, um judeu nascido de judeus em Beit-Lechem (Belém), crescido e educado entre os judeus em Natzeret e que ministrou lições inesquecíveis em Galil (Galiléia). Tendo morrido e ressuscitado na capital judia, Yerushalaym, continuando judeu após ressurreto, pois em lugar algum das escruturas se proclama que ele tenha cessado de ser judeu. Daí, Ele continuar vivo integralmente judeu. Além disso, Stern ainda declara que os doze seguidores mais íntimos do Nazareno eram judeus, também todos os talmidim (discípulos) e que foram os judeus, através de Paulo, que levaram o evangelho aos não-judeus. E mais: que a ceia do Senhor origina-se da Páscoa judaica, que a Nova Aliança foi prometida pelo profeta Jeremias e que o Novo Testamento completa o Tanakh, de tal maneira que “o Novo Testamento sem o Antigo é tão impossível quanto o segundo pavimento de uma casa sem o primeiro, o Antigo sem o Novo sendo tal e qual uma casa sem teto”. Para quem ainda não ouviu falar de Stern, ele nasceu em 1935. De família judia, em 1972 passou a crer em Yeshua como o Messias. É Mestre em Divindade e desde 1979 ele mora em Israel com a família. Publicou, no primeiro semestre deste ano, pela editora Atos, o aplaudido Comentário Judaico do Novo Testamento, consulta indispensável para quem deseja melhor se abeberar do contido no Novo Testamento Judaico. A primeira edição inglesa data de 1992, a quinta sendo lançada quatro anos depois. A Editora Vida, ano passado, concretizou um sonho acalentado em todo Brasil por milhões de seguidores do Homão da Galiléia: a publicação do Novo Testamento Judaico, numa tradução do original para o inglês de David Stern, versão em português elaborada por Rogério Portella. Por Fernando Antônio Gonçalves.

Maranata! O Senhor Jesus vem!

Personalize a barra lateral do Windows Vista - BABOO > Notícias >

Embora o Windows Vista seja visualmente muito mais atraente que o Windows XP, um item del praticamente não apresenta possibilidades de modificação gráfica: a barra lateral. O excelente utilitário gratuito Windows Sidebar Styler resolveu isso: ele permite mudar recursos individuais e/ou aplicar temas inteiros na barra. Conheça-o neste tutorial. Saiba mais em BABOO > Notícias > Personalize a barra lateral do Windows Vista

IFA 2008: tudo online, tudo à mão - Mundo Virtual - Último Segundo

Quando a empresa taiwanesa Asus mostrou ao mundo um notebook pequenino, em junho do ano passado, não imaginou que o brinquedinho iria tão rápido para o topo da lista de objetos do desejo - não apenas dos consumidores, mas das empresas. Depois de HP e Dell, outras três gigantes do mundo da tecnologia (Sony, LG e Fujitsu/Siemens) apresentaram na semana passada o que se pode chamar de a nova geração de mininotebooks. Continue - Mundo Virtual - Último Segundo - IFA 2008: tudo online, tudo à mão

RFID tem nova utilidade em centros de dados - Computerworld Portugal

Evolução tecnológica recente foi crucial

A utilização de tecnologia RFID nas TI não seria possível há um ano; mas os desenvolvimentos tecnológicos que tiveram lugar entretanto tornaram essa utilização não só possível, mas também desejável. Por um lado, as etiquetas são hoje incomparavelmente mais pequenas – algumas podem até ser colocadas dentro de um comprimido para fins médicos. Por outro lado, as frequências das etiquetas podem agora ser transmitidas em ambientes metálicos, como os centros de dados – o que não acontecia anteriormente, quando o metal reflectia os sinais de rádio de tal maneira que os sinais acabavam distorcidos. As etiquetas actuais reflectem os sinais até cerca de 30 metros de distância do leitor, tornando os equipamentos de leitura de etiquetas mais fáceis de implementar e mais precisos na monitorização. Para as TI, estes avanços tecnológicos permitiram a colocação de etiquetas RFID dentro de racks ou de blades individuais, podendo os dados contidos nas etiquetas ser lidos com maior precisão. Até mesmo drives individuais podem conter etiquetas.

Saiba mais. Computerworld Portugal - RFID tem nova utilidade em centros de dados

2008/9/3

Chrome: Google desafia Microsoft em aplicações online com novo browser - Internet - IDG Now!

Com o Chrome, o Google promete uma navegação mais rápida, mais segurança e compatibilidade em múltiplos sistemas operacionais. O Google vê o Chrome como a porta principal para a ampliação do uso de aplicações online, que desafiam os tradicionais softwares baseados no desktop, área tradicionalmente dominada pela Microsoft.

Chrome: Google desafia Microsoft em aplicações online com novo browser - Internet - IDG Now!

Que tal levar no bolso um misto de telefone e computador - Chip Tegra é menor e consome menos - Mundo Virtual - Último Segundo

Que tal levar no bolso um misto de telefone e computador, com tela sensível ao toque semelhante à do iPhone, que permite navegar na internet, jogar games sofisticados e assistir a filmes em alta definição e, com um simples cabo, poder conectá-lo a uma TV de plasma ou LCD para exibir suas fotos, seus sites e vídeos preferidos em uma tela de grandes dimensões?

Mundo Virtual - Último Segundo - Chip Tegra é menor e consome menos

Diferenças entre judeus e gentios (não judeus) crentes em Jesus ::Ministério Ensinando de Sião::

Há propósitos específicos para os filhos de Israel e, por isso, o Eterno não rejeitou Seu povo. O judeu que crê e aceita Yeshua (Jesus) de Nazaré como seu Messias, aguardando sua volta, não deixa de ser judeu. Ele continua vivendo como judeu, comendo como judeu, pensando como judeu, praticando a Lei sob a forma de mandamentos, estatutos e ordenanças que não foram anuladas ou abrogadas por Yeshua quando aqui viveu por 33 anos. Continue a leitura.

::Ministério Ensinando de Sião:: - Judeu-Messiânico e Gentio-Messiânico

A noite é para dormir - Revista VEJA | Edição 2076 | 3 de setembro de 2008

A privação do sono tem levado os adolescentes a muitos problemas sérios de saúde. A nova doença na lista é a hipertensão. Fique atento. Os grandes ladrões do sono juvenil são os hábitos da vida moderna e a correria do dia-a-dia.

Revista VEJA | Edição 2076 | 3 de setembro de 2008

2008/9/2

A revolução da educação a distância - e-Learning Brasil

 

"Metade do que foi aprendido pelo aluno de Engenharia fica desatualizada 18 meses após a conclusão do curso" – Michel Moore e Greg Kearsley, em "Educação a Distância", Thomson, 2007

A sigla EAD refere-se à educação a distância, indiscutivelmente a maior inovação desta era do conhecimento no setor educacional. Nascida no século XX, na forma do ensino por correspondência (coube-nos, por sinal, nos anos 60 dirigir os cursos por correspondência do antigo Departamento Estadual de Administração, destinados a todo o funcionalismo público estadual, quando ainda se procurava qualificar o servidor e as repartições não se tinham convertido em cabides de emprego), evoluiu para as tecnologias contemporâneas: mídia impressa, CD-ROM, DVD, rádio e TV, softwares de computador, áudio e videoconferências, entre outras. Hoje, processa-se verdadeira reviravolta nos meios educacionais, com o uso disso tudo no processo de ensino-aprendizagem e a obsolescência crescente das didáticas da velha escola estritamente presencial, fundamentadas no giz, no quadro negro e na saliva.
Trata-se de uma exigência do progresso das comunicações humanas, ditada pela velocidade das informações e dos saberes dos nossos tempos. Os diplomas dos cursos tradicionais dos ensinos médio e superior, que antigamente representavam suficiência vitalícia para o exercício de uma profissão, já não conseguem disfarçar suas insuficiências, dados os milhões de novos conhecimentos que se acumulam no dia-a-dia dos avanços científicos do nosso tempo (metade do que foi aprendido pelo aluno de Engenharia fica desatualizada 18 meses após a conclusão do curso – apud Michel Moore e Greg Kearsley, em "Educação a Distância", Thomson, 2007). Daí que a exigência de uma educação permanente, que assegure a atualização das pessoas, mediante pesquisas próprias e continuadas, passou a ser indispensável para o adequado exercício de uma profissão. E, como o ensino formal e presencial não dispõe de meios para assegurar essa incessante atualização, resta a quem dela necessite lançar mão de cursos e programas ligados à EAD. Muito embora haja resistências por parte de professores tradicionalistas, que temem perder seus postos de docência pelo avanço dessas novidades, ou de chefes empedernidos, que sendo incapazes de compreender a importância desses novos processos se opõem à sua adoção em seus locais de trabalho e mando, há que levar em conta o fato de a EAD ter chegado para ficar. Sua permanência é irreversível, e ai de quem não consiga admitir essa irreversibilidade e não busque, com ela, estabelecer o melhor dos convívios. Tanto na atualização dos saberes quanto na sua complementação continuada, seja na forma de cursos conceituais ou instrumentais, seja na autodidaxia da busca diária dos acréscimos daquele saber, que muda inexoravelmente do dia para a noite, a EAD será, daqui para o futuro, a grande arma que permitirá a todos participarem da guerra competitiva em que se metamorfoseará a convivência humana no século XXI. Essa nova Virginia Wolf, de quem será inútil ter medo, porque não é fruto de capricho de futurólogos brincalhões, e sim uma condição de sobrevivência nesta era da informação, aí está para ajudar as novas gerações a vencerem o desafio lançado pelo avanço contínuo e incessante da ciência e da tecnologia. Como muito bem disseram os autores da obra acima citada: "A educação deixou de ser um processo de aquisição de conhecimento como preparação para a vida e o trabalho, e tornou-se um processo de inicialmente preparar e então reparar o conhecimento ao longo da vida." Essa é a grande revolução – se não mesmo a maior de todas – ocorrida no setor educacional do mundo em que vivemos.

e-Learning Brasil

2008/9/1

Protesto! Que o Senhor levante Luteros em nossos dias para colocar o trem nos trilhos e assim aumentar mais e mais o número de fiéis da Igreja Fiel, invisível.

A largada já foi dada por nada menos que o professor Doutor Augustus Nicodemus Lopes com o recém-lançado livro "O que estão fazendo com a Igreja" na Bienal do Livro de São Paulo. Nascido na Paraíba fez carreira no segmento acadêmico religioso. Graduado em teologia, mestre em Novo Testamento e doutor em Interpretação Bíblica – este último título, pelo Instituto Teológico de Westminster (EUA) –, Nicodemus já dirigiu diversos seminários ligados à sua denominação e hoje exerce o cargo de chanceler da respeitada Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Na mesma cidade, pastoreia a Igreja Presbiteriana de Santo Amaro. O conjunto de sua obra já dá uma idéia de suas posições teológicas. Títulos como O que você precisa saber sobre batalha espiritual, Fé cristã e misticismo e Ordenação de mulheres: O que diz o Novo Testamento, todos publicados pela Cultura Cristã, entre diversos outros livros, são baseados na mesma teologia conservadora que ele não apenas abraça, como defende com unhas e dentes. O que não impede, é claro, que esteja aberto a outros pensamentos. 'Desde que sejam comprometidos com as Escrituras', ressalva. Saiba mais. Bem, cada um fazendo a sua parte. Abaixo dois modelos de protestos, um modelo na horizontal e outro na vertical, contra a atual situação espiritual dos evangélicos no Brasil e por que não no mundo, que podem ser utilizados em blogs, caso concordem. Acordemos enquanto é tempo. Jesus está voltando. Se calarmos as pedras clamarão. Clique na imagem com o botão direito do mouse e salve como jpeg.

Duplamente eleitos - Cristianismo Hoje :: Religião

 

09/07/2008 - 18:33 por Samuel Averbug

Duplamente eleitos

Judeus com Cristo crêem no Evangelho, mas não abrem mão da tradição.

 

Eles receberam pela fé a salvação em Jesus, mas diferentemente da maioria dos crentes, não se consideram convertidos, e sim, “completados”. Sua herança religiosa remonta ao início dos tempos bíblicos, mas eles não vivem aferrados às tradições rituais de seus antepassados. E, mesmo que seu povo não considere Cristo como o Salvador, eles têm o coração aberto para o Filho de Deus. São os judeus messiânicos, pessoas que não deixaram de ser o que são por acreditarem que Jesus Cristo – ele mesmo, o rabi da Galiléia, que viveu, pregou, morreu e ressuscitou na Judéia conforme narram os evangelhos – é mesmo o Messias prometido nas Sagradas Escrituras. Embora ainda não sejam muito numerosos (segundo as próprias estatísticas, eles seriam pelo menos 150 mil em todo o mundo, sendo dois mil deles no Brasil), os judeus messiânicos constituem um grupo influente e que chama a atenção pela maneira como vivem a própria fé. Pode-se dizer que eles são duplamente eleitos: pertencem à nação escolhida por Deus para firmar sua aliança com a humanidade e tornaram-se também filhos do Senhor por intermédio de Yeshua – Jesus, em hebraico.
Cercada por muita curiosidade, a fé dos judeus messiânicos chama a atenção dos outros crentes. A começar por certas particularidades. Embora mantenham comunhão com os irmãos de outras denominações, a maioria deles prefere congregar em comunidades bem singulares, onde paramentos e adereços como o talit, espécie de xale usado pelos homens, e a menorá – aquele típico candelabro de sete braços – podem ser vistos durante os cultos. “Acontece que as peculiaridades de nossa tradição não podem ser expressas plenamente nas igrejas evangélicas convencionais”, explica o mineiro Marcelo Guimarães, dirigente da congregação Har Tzion (Ensinando de Sião), fundada há dez anos em Belo Horizonte (MG). Rabino ordenado pelo Instituto Bíblico Netivyah, de Jerusalém, e autor de livros sobre restauração da Igreja do primeiro século, Guimarães lidera uma comunidade com cerca de 600 membros, aí incluídos judeus “completos”, marranos – descendentes de judeus convertidos à força na Inquisição – e uma maioria de não-judeus.
O ministério Ensinando de Sião, que acaba de inaugurar um Centro Avançado de Teologia, fundou ou ajudou a criar sete congregações judaico-messiânicas em vários estados brasileiros. Guimarães lembra que os preceitos e ordenanças da Torá, conjunto de livros que compõem o Pentateuco e contêm a lei ditada por Deus a Moisés, não foram abolidas por Cristo. “Hoje em dia, muito se prega sobre a graça e pouco sobre a obediência aos mandamentos”, argumenta o religioso. Marcelo Guimarães diz que nunca houve tantos judeus messiânicos como hoje. Segundo ele, enquanto no Brasil o apoio das igrejas evangélicas é dividido – algumas têm resistências, outras não – na Europa e nos EUA, o movimento judaico-messiânico é bem respeitado e recebe grande apoio.
Numa congregação judaico-messiânica, como as várias que existem no Brasil, ensina-se os dois testamentos, celebram-se festas judaicas e os cultos, ou celebrações, incluem cânticos em hebraico e em português. É o caso da Beit Sar Shalom (Casa do Príncipe da Paz, em São Paulo), a mais antiga do gênero no Brasil, fundada há 39 anos por Emanuel Woods. O rabino Daniel Woods e a missionária Delores Woods, da Baptist Mid-Mission, deram continuidade ao trabalho do pai. Delores atua em São Paulo, no ministério messiânico desta entidade que tem hoje mais de mil missionários em 50 países. O rabino Daniel revisou a segunda edição do Novo Testamento Judaico, lançada em janeiro de 2008, bem como do Comentário Judaico do Novo Testamento, de David Stern. Um aliado dos judeus messiânicos e dos gentios crentes, esta edição do Novo Testamento visa resgatar a judaicidade do texto bíblico, perdida com tantas traduções dirigidas a não-judeus.
Para ele, o grande desafio do movimento é fazer com que os judeus crentes assumam a fé: “Existem muitos judeus que conhecem Yeshua e freqüentam igrejas ou congregações longe do bairro em que moram, para passarem despercebidos pelas famílias. Até tentam abrir um diálogo, mas têm medo de serem vistos numa congregação messiânica como a Beit Sar Shalom”, diz ele. Esse tipo de temor tem motivo. Famílias judaicas tradicionais não aceitam envolvimento com cristãos. Muitos jovens que se casam com gentios – ou não-judeus – são até deserdados. No caso de uma conversão a Cristo, então, a crise é ainda maior. Na concepção do judaísmo tradicional, o Messias (Mashiach) não é Jesus, mas sim um libertador que ainda estaria por vir, com a missão de reconstruir a nação da Israel e trazer a paz. Assim, o judaísmo messiânico seria apenas um artíficio religioso que disfarça as doutrinas cristãs para torná-las mais facilmente assimilável pelos judeus. A reação judaica ao movimento se faz mais forte no Estado de Israel, que não reconhece os messiânicos como judeus.

“Eis o vosso Deus” – Segundo seus adeptos, o judaísmo messiânico é um movimento que remonta aos primórdios da Igreja Cristã. Ele foi iniciado pelos apóstolos e pela comunidade de judeus seguidores de Jesus. Eram os nazarenos, também conhecidos como “os do Caminho”. Nazareno significa “renovo”, a haste que se desenvolve na base de certas plantas e que, separadas, podem propagar a espécie – numa referência a Cristo e a seus seguidores, conforme o texto de Jeremias 23.5: “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um renovo justo; e rei que é, reinará e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra”. Dentre outros grupos de seguidores de Jesus que defendiam o judaísmo estavam os ebionitas, também conhecidos, no Novo Testamento, como “os da circuncisão”.
Devido ao sucesso da pregação do apóstlo Paulo, que levou o Evangelho aos gentios, os ebionitas entraram em decadência. Contemporaneamente, o judaísmo messiânico renasceu em 1885, quando a primeira congregação do gênero surgiu na Moldávia. Em 1911, o termo “hebreu-cristão” apareceu num debate e, na década seguinte, em artigos do jornal da Hebrew-Christian International Aliance, cujo príncipio básico era a conversão de judeus ao Cristianismo. Nos anos 1970, surgiram nos Estados Unidos a Messianic Jewish American Alliance e a Union of the Messianic Jewish Congregations. Destes movimentos messiânicos, o mais conhecido é o ministério Jews for Jesus (Judeus por Jesus), fundado em 1973 pelo pastor batista americano Moishe Rosen, e que chegou ao Brasil em 2002.
O pastor Sergio Danon é diretor-executivo da filial brasileira de Judeus por Jesus, localizada em São Paulo. Entre 2001 a 2006, a campanha evangelística Eis o vosso Deus alcançou 1,7 mil judeus em 55 cidades do mundo. Além disso, mais de 40 mil filhos de Abraão mostraram interesse em conhecer mais sobre Jesus. Atuando em diversas frentes na América Latina, Judeus por Jesus realizou campanhas em São Paulo e no Rio – a última delas durante os Jogos Pan-americanos de 2007. Os resultados por aqui foram 15 judeus que se decidiram por Jesus. Danon, um judeu messiânico militante, não tem a preocupação de ser apreciado por quem quer se seja: “Não estamos aqui para fazer marketing, mas unicamente para anunciar o Evangelho de Cristo. Algumas pessoas podem confundir ousadia com agressividade e veracidade com rispidez, mas só nos empenhamos em diálogo com aqueles que queiram falar conosco. A nossa metodologia é moldada segundo os primeiros judeus por Jesus, mencionados no livro de Atos dos Apóstolos. Se somos criticados por isso, estamos em muito boa companhia”, justifica.
A família de Sergio é profundamente envolvida com o evangelismo entre judeus. Seu pai, Joseph, era já um cristão quando conheceu o pastor Leonard Meznar, que mantinha o programa de TV Poço de Jacó. Ali, Meznar pregava especificamente para sua gente: “Amigo israelita, não tenha dúvida de que Jesus é o nosso Messias”, dizia no ar. Juntos, eles começaram a promover reuniões de estudo da Palavra de Deus, atraindo outros judeus – inclusive o próprio Sergio, que entregou sua vida a Cristo e foi batizado. A partir daqueles encontros, surgiu, em 1990, a Igreja Evangélica Beit Lehem (Casa do Pão), no Rio.

Busca pessoal – Chegar aos pés de Cristo, para muitos judeus, é o fim de uma longa busca pessoal. O conhecimento das Escrituras – ou, mais especificamente, da “segunda parte”, ou Novo Testamento, ignorado pelo judaísmo –, foi o caminho para que a professora Ester Roisenberg se convertesse. “Prefiro dizer que fui completada”, emenda, com bom humor. Gaúcha, ela se casou com um não-judeu e foi viver no Rio de Janeiro. Então, encontrou pessoas que começaram a lhe falar do Evangelho. “Descobrir que a história continuava no Novo Testamento foi algo novo para mim, pois sequer sabia que Jesus era mesmo judeu”, diz. “Eu não queria ‘trair’ meu povo e meus ancestrais, mas precisava ter minha própria busca. Um dia, tomei uma decisão. Tudo ficou muito claro e fez sentido para mim”, lembra.
Membro de uma igreja presbiteriana na Região Metropolitana do Rio, Ester faz questão de praticar a fé em Jesus sem abrir mão de suas origens. Ela procura passar a cultura e as tradições israelitas para suas três filhas – na Páscoa, por exemplo, ela celebra a cerimônia à moda judaica, mas sempre lembrando que o verdadeiro Cordeiro de Deus é Jesus. “Para mim, é importante dar valor a estas festas, pois o próprio Senhor, sendo judeu, as celebrou”, destaca.
O comerciante Zenon Roizen, de 67 anos, membro da Igreja Missionária Evangélica Maranata, gosta de dizer que foi circuncidado duas vezes. “A primeira foi na carne, aos oito dias de nascido, conforme a tradição; a segunda, espiritual, quando fiz minha aliança com Cristo”. Quando jovem, na sinagoga, ele sentia-se insatisfeito e sequer entendia o significado das rezas. “Eu sentia um vazio na alma, diferentemente de meus parentes”, conta. Em 1985, sob orientação de Leonard Meznar, passou a aprender a Bíblia, em especial as profecias messiânicas, o que foi determinante para sua conversão: “Conheci algo que não me foi ensinado nas sinagogas”, diz. Zenon afirma que é impossível examinar o Antigo Testamento e não enxergar ali a pessoa de Jesus. “Eu descobri que o Messias e Filho de Deus não veio para os religiosos, mas para pecadores como eu.” Por isso mesmo, considera-se um privilegiado:
Zenon já esteve em Israel, onde tem alguns primos que vivem em um kibutz – espécie de comunidade autônoma onde todos os membros trabalham a serviço do grupo, modelo que conheceu seu apogeu nos anos 1970 e ainda é largamente difundido no país. Embora tenha adorado a viagem pelo seu caráter histórico, religioso e cultural, Zenon não é romântico quando analisa a situação espiritual do povo de Israel. “Quando comecei a analisar o Antigo Testamento, vi que os judeus não eram puros e sem pecados. Infelizmente, não querem conhecer a verdadeira Palavra de Deus. O capítulo 53 de Isaías, por exemplo, não é lido nas sinagogas”, diz, referindo-se ao texto em que o profeta fala sobre a obra salvadora de Jesus.


O pioneirismo de Emanuel Woods

Aos nove anos de idade, Emanuel Woods morava em Nova Iorque (EUA) e foi xingado de “judeu sujo”. “Você matou Jesus!”, gritaram-lhe na rua. Em casa, perguntou quem era Cristo e levou um tapa da mãe. Na época, por volta de 1925, suas irmãs freqüentavam escondidas a casa de rabinos crentes. Cinco anos após iniciar uma dura jornada para “resgatá-las”, Woods soube que elas iriam se batizar segundo o rito cristão. Ameaçou então comparecer para afogá-las durante a imersão. Como a cerimônia foi antecipada, ele teve que aceitar a conversão das irmãs, mas não desistiu de provar-lhes que o objetivo daqueles rabinos era enganar os judeus e roubar o dinheiro do povo. Foi a uma igreja ouvir a tal pregação cristã e ali sentiu Deus falando por intermédio do pastor. Surpreendentemente, passou a crer em Jesus.
No seminário, repleto de judeus messiânicos, conheceu aquela que seria sua mulher, também judia. Em 1947, percebeu uma vocação para alcançar judeus refugiados da Segunda Guerra Mundial. Apoiado por duas organizações missionárias voltadas para o segmento, o casal chegou a São Paulo em março de 1951. Ali, instalou-se numa casa alugada e passou a abrigar judeus imigrantes que vinham arruinados da Europa para começar nova vida. Com o tempo, aquele trabalho de ação social cresceu a ponto de formar uma comunidade. Influenciados pelas ações e pela pregação de Emanuel Woods, muitos daqueles judeus abraçaram a fé cristã. Em 1968, surgia a Beit Sar Shalom (Casa do príncipe da Paz), a mais antiga congregação judaico-messiânica do Brasil ainda em funcionamento. Com a morte de Woods, em 1995, seu filho Daniel Woods, hoje rabino, assumiu a direção do ministério.

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